Curitiba Deluxe - Blog: O primeiro EP de Vilma Ribeiro: Alessandro Reis Um momento de consolidação. É assim que a cantora Vilma Ribeiro define o lançamento de seu primeiro EP – Vilma Ribeiro – ...
O PECADO DA CARNE É A GULA
Mas, menina, vai com calma Mais sedução nesse grasne: Carnalmente eu amo a alma E com alma eu amo a carne.
Sexta-feira, Novembro 11
Sábado, Junho 18
Conhecendo pessoas around the bolha (clique no título e ouça a trilha)
Hoje pensei, pensei e pensei. Também! Fiquei 7 horas na Santa Casa de Miséria e Concórdia de Curitiba! Não estou doente, mas fiquei acompanhando o meu noivo numa emergência médica. Foi bom pelo simples fato de poder olhar, ver e repensar um monte de coisas. Uma delas que o sistema médico no Brasil, o sistema quase-público é uma violência à humanidade. Sim, porque coitado dos profissionais que ganham mal, eles trabalham com saúde e coitada das pessoas que vem de longe pelo SUS atrás de um leito pra se internar e chegam aqui cedinho e não tem cama pra internação. Porém é de se entender, afinal as prioridades emergenciais foram chegando e as camas foram sendo ocupadas por aqueles que chegam mais perto do abismo. A gente esperou ali.Aquela moça que pretendia o quarto ficou comigo na sala aguardando e conversando.
Ela tem problemas renais e é bem jovem. Ela tinha paciência, uma pessoa que se vê, sofrida, mas bastante cordial e que se interessava em ver, ouvir e não era só pra passar o tempo. ela veio de bagagem e ali ficou. Lanchamos juntas na lanchonete do hospital. Horror terror, mas tudo bem.
Uma senhora animada acompanhava o marido com a filha e o casalzinho de netos pequenos que estava apavorando no PS. Gostei daquela mulher, muito. Uma senhora negra de bem com a vida. Tem que ser, oras. O marido perdeu a perna na diabetes e praticamente mora na Santa Casa e estava ali deitado aguardando o leito com um tumor no pescoço. Mulheres são fortes, gosto de ver!
A dona Francisca cuida do marido e faz coxinhas e risóles, também faz empadão pro povo ali do Atuba. ela disse que ama fazer isso e assim sustenta a casa, já que o marido paga a prestação do financiamento com a aposentadoria de invalidez, ex- pedreiro.
Mas isso não é pra soar triste, só pra contar porque as pessoas estavam conversando e não falavam só de dor. Ela falava do ponto exato da massa da coxinha! Eu amo coxinha, hahaha. Minha amiga Fernanda Oliveira detesta coxinha. Toda vez que como, penso nela. Ela diz que coxinha tem frango mastigado dentro!
Eu estava escrevendo sempre no Saturnalia que aliás continuo amando. Tinha meu próprio, ainda tenho, ali "Livro de auto ajuda de Karen Tortato"...problema que eu acabava sempre escrevendo sobre mim na primeira pessoa e não auto ajudando ninguém. Dai pensei assim, agora, quer falar mais, não vai lá no Facebook, escreve no seu blog. Mate os demônios e vá comer coxinha.
Eduardo passa bem,
Beijos e bom sábado!
trilha sonora dos meus 11 anos: 1985 -
Slade - My on My (dança e coca-cola)
http://www.youtube.com/watch?v=Zm6npiXaotA
Terça-feira, Janeiro 4
Quinta-feira, Novembro 18
BAD FOLKS E O DIA QUE OS COWBOYS DOS PINHEIRAIS CHEGARÃO AO TOPO DO MUNDO.
Aloha!
Para o lançamento do clip Big White chase, meu favorito do Bad Folks. Quando estive no show de lançamento do clipe me auto sorvi de minhas próprias lágrimas. Não lembro se esta matéria com entrevista foi publicada, mas foi emocionante achar ela no meio dos destroços do meu barco virtual.
BAD FOLKS E O DIA QUE OS COWBOYS DOS PINHEIRAIS CHEGARÃO AO TOPO DO MUNDO.
Karen Tortato e Bad Folks
Pedi a Gram Parson que me iluminasse pra escrever isso. Ele é meu poeta maior do puro folk americano. Sou apenas (um rapaz latino-americano...) uma moça simples que mora em uma pequena cidade ao sul do Brasil, Curitiba. Em Curitiba existe de tudo, de executivos-crentes até cowboys e pistoleiros. Dizem que em Curitiba, dizia-se, se eu não me engano, Paulo Leminsky, talvez que aqui as coisas acabam em si mesmas, a cobra engole o próprio rabo e....nada. Vim falar rapidamente de Bad Folks, a melhor banda de todas prá mim por aqui. Existem ótimas, pra todos os gostos, mas no meu caso vim falar bem deles. Eles fazem folk, cow-rock, algo hillbilly e o não tão puro rock misturado à álcool, bateria de carros, rock misturado à becos de NY, temperaturas calientes com corpos suados de mulheres recheadas em bikini-kills, arte e geografia, mais álcool misturado à plantações de milho e vastos campos secretos perdidos no nada, rock das marés e dos rios escondidos em vales; um algo de psicodelia nas minhas palavras, um algo de punk também. Curitiba fervilha, sempre fervilhou em loucos por metro quadrado. Aqui os bairros são silenciosos como alguém me disse anos atrás e aqui acompanhei desde muito nova o som saído das garagens. Sou uma lover rock, sou uma simples entusiasta, uma ardorosa fã que vai escrever com toda a pieguice que lhe cabe esta extensa carta de amor ao rock curitibano. Viva os nossos Pinheirais. Viva Bob Dylan e Pogues. Leiam Please Kill Me! Viagem mais!
Bad Folks é universal. É algo que poderia estar em qualquer lugar na minha mente. O dedilhar de um velho violão sujo apareceu na minha tela mental. "Down the Drain" me coloca numa Nashville, cuspo mato mastigado com saliva grossa de cigarro, sou uma yankee agora e com os olhos se fechando, estou num deserto poeirento e escuto o som da gaita de Bob Dylan sempre misturado ao vento, tenho uma gaita no bolso e não sei tocar." He´s a Mighty a Good Leader" é uma velha canção que me move à um concerto deles agora. Pausa. Respirai-vos, ò Lord! Alleluia! Reapareço depois com sal na cara numa prainha em Montauk, Long Island assistindo um tubarão se aproximar de mim e não me movo, é Big White Chase que me vêm à é Big White Chase que me vêm aeografia, alcool freaksa extensa carta de amor ao rock curitibano. pedir um pait de Guiness nump mente, o tubarão chama-se Roy Orbinson, chama-se também Perry, chama-se Seu Fagundes, se você for um cara sensível, ele até responde. Na verdade o tubarão é apenas um ET numa experiência biológica de sonhos que tenho quando penso em Tubarão. Big White Chase é uma música triatlo, atlética mesma, cheia de braços, uma shiva, um cíclope, big eye of the world, extrema-unção de uma caminhada sem destino, cheia de detalhes de cada um destes rapazes que vou dissecar nesta experiência mística que vivi desde o último show que fui assistir em um pequeno bar. Perdoe-me, se às vezes eu começo a falar demais e se danço e bato palmas, você não pode sentir o que sinto? Eu entendo, meus pés me lembram um senhor batendo os pés com a perna cruzada e tocando um velho instrumento, uma rabeca por exemplo. E ai me desloco novamente de mundo. Agora eu sinto uma verdadeira alegria irlandesa, tenho saias gigantes e botas fedidas. Agora me chamo Karen Fennegan ou O´Malley e tomo um grande paint de Guiness com minhas botas feias que batem no assoalho do chão. Meu ouvido captou Irish Dream."Irish Dream" tem aquela coisa folclórica que tira os tios da cadeira enquanto as mulheres já estão na pista brincando de roda, uma clássica música de rock.
Seria uma música que se toca depois da missa. Sei pelo Cassiano que em Piraquara City esta música é aprececiada pelos locais. Vou contar umas lorotas até entrar nas linhas embaralhadas de um pensamento fixo. É muito dificil e muito fácil entender o Bad Folks. Grandes pessoas já fizeram, inclusive Franz Calcutá, um cara que cerca ao redor, mas eu nunca o vi.
Os caras do Bad Folks são um grupo perfeito juntos no palco. São charmosos, tocam bem e são esquisitos, não são poseurs, são palhaços e curtem a sua música como curtem a dos outros. Eles temtesão pela música deles. Devem dormir ouvindo Bad Folks. É o som mais "macho" que eu conheço, sem ser machista. É música feita pra quem entende de boa música e quem não entende nada mas tem sensibilidade vai se divertir.
Quando conheci o Guto Gevaerd, o baixista do Bad Folks eu usava uma roupa ridícula de mergulhadora e era ex-surfista mirim. Tinha tido um contato visual anos antes com Cassiano Fagundes, uma das bestas famintas, numa festa no início dos anos 90 quando todos usavam sobretudo demais até no verão. Lembro bem deste dia porque pedi a ele pra limpar o vômito do "Glog", um amigo em comum, que mais tarde acabaria morando comigo como roomate em São Paulo. Este dia estávamos numa festa do Jardim das Américas, um centro criativo de onde surgiram e ensaiaram bandas tais como: C.M.U Down, Rosários de Soláquio, Vupland. Na época a cidade fervia ao som de Magog, a banda que o Cassiano tinha, depois UV Ray, a banda que o Sheinkman tinha, Woyzeck com Guto no baixo e Relespública mais adiante.
Os Frutos Madurinhos do Amor, a banda que o Caio Marques tinha e que eu lembro as letras até hoje. Naquela época fervilhava música por todos os cantos e eu sempre ali circulando e absorvendo o trabalho desses notórios moços, hoje beirando aos 30 e tantos poucos anos como eu. Com Bad Flks divido alguns amores. Com Cassiano eu divido o amor por Gram Parson, Emmylou Harris e Bob Dylan, com o Branco eu divido o amor por Wilco, Com o André, dividi horas de conversas aurisadas sobre música de forma tresloucadamente inesquecível. Caio é o pai-santo do rock e o Guto é o meu guru interestelar.
Aqueles aurius-dosinferno..... Eu conheci esta palavra em 92 com os integrantes do Woyseck na mesma casa de praia do cara chamado Luis, na mesma casa que vi o Guto preparar um chili apimentado no café-da-manhã. Foi quando passei a me interessar pelo gosto de uma cerveja mais densa e escutar Bob Dylan por causa de uma certa paixão do passado que já se foi e também de uma bela música chamada música "Man in Me"...Resolvi me enterrar mais abaixo dos desertos áridos de minha mente e deu nisso, resolvi escrever e entrevistar os "bois".
Ninguém sabe falar melhor de Bad Folks que os próprios Bad Folkers e alguns agregados que me cederam linhas, testemunhos e dicas preciosas.
Caio Marques e André Sheinkmann. foto by Theo Marques
Agradecimentos: Restaurante Philomena por sevir 4 tipos de carnes diferentes pra eu e o Cassiano, Jansen Botana, Arthur Ratton e Cleverson Oliveira de NY, Caio Marques, André Ducci e Déa Meisner pela linda homenagem da capa do cd comigo na capa, hehehe (abaixo no final da matéria), à Florianópolis, etc.
As fotos sumiram...
Eu, karen tortato na capa do cd do bad folks
meu amigo andré ducci ousou interferir na capa do cd originalmente desenhado pelo Guilherme Caldas pra me colocar na capa porque sabe da minha obsessão.
SHOW DO PANDORA CLUB EM CURITIBA NO ANO DE 2006 EM ALGUM SÁBADO CALORENTO DO VERÃO.
No dia do show do Pandora eu conversei com o Cleverson Oliveira, um plástico artista que mora em Nova York e ele me colocou em contato com o Arthur, outro artista e video-maker que é amigo da banda e fizeram o video-clipe Big White Chase. um vídeo que passará na MTV e também pode passar na minha cozinha enquanto eu lavo a louça e penso no futuro!
O show do Pandora foi memorável e sentimentalmente importante pra essa fã ardosa que aqui escreve. Mostrou a capacidade violenta de uma grande banda que estará ainda em palcos não só de Barcelona como já estiveram ao lado dos Carradines, (nem quero falar disso que o Franz Calcutá já disse) como nos palcos de todo o mundo!
cena do clipe Bad White Chase madtoy.com.tv
Arthur e o vídeo-clip
Ja faz um tempo que tanto eu quanto o Cleverson estavamos tentando fazer algo novamente com os caras.
Nossa parceria é antiga.Eu fiz um curta anos atras em VHS chamado A Cauda com o Guto atuando de travesti sexagenária e o Caio era o marido dela que descobria que tinha um rabo no final. Depois fiz um video que passava em uma peça dirigida pelo Caio na qual o Guto ficava tocando baixo na penumbra no meio do teatro. Era um monólogo com a Guta Stresser bem bacana.Teve tambem, acho, sem brincadeira, umas vinte tentativas de fazer um clip para o Frutos Madurinhos do Amor. Neste meio tempo, dirigi um video para o Cassiano para a música Fun, gravado s no porão do 92. O Cleverson foi o diretor de arte. Um amigo nosso, já falecido, um cara muitíssimo interessante, chamado Marcos Kindler era o ator que ficava basicamente ...bem divertindo-se com comidas ...depois eu e o Cleverson fizemos um curta que foi premiado no Rio Cine festival e até mesmo citado pelo New York Times chamado Pías do Zodiaco, neste, o Frutos Madurinhos fez a música e um pessoal do Woyzek também ajudou dublando uns personagens e o Cassiano deu um apoio moral...Escrevi alguns roteiros com o Cassiano também. Antes de sair do Brasil fiz um documentário sobre a primeira vez que o filme Garganta Profunda passou em Curitiba e o Caio atuou e o Guto, fez a música, ele é mestre em trilhas sonoras, trabalha com o Felipe Hirsh (diretor de teatro curitibano que está em cartaz a tempos com peças ótimas e inovadoras) como técnico de som mas acho que é sub-aproveitado pelo cinema e o teatro brasileiro, o cara é mestre em trilhas e produção musical para filmes. Conhece tudo tem bom gosto e é agradabilissmo de se trabalhar desde que você não o acorde antes da uma da tarde. Bom ,o documentário foi concluído mas nunca lançado pois cometi o erro de esperar um apoio eternamente prometido e nunca cumprido por uns caras la da Fundação Cultural. Neste meio tempo, tinha um projeto de um
documentário fictício sobre um encontro da turma lá da antiga "casa dos caras" aonde a corja se encontrava...o filme era para ser um encontro destas pessoas com um monstro da lagoa e ia ser filmado la na picina dos capuchinhos. Cheguei até a fazer a fantasia do monstro junto com a Lilka, minha mulher, um amigo mergulhador já estava a postos para atuar como monstro mas não rolou fiquei sem camera e mudei-me da cidade ..ficou um gosto de oportunidade perdida. Então, com a necessidade dos caras de fazerem um vídeo para a MTV eu acho ...eu e o Cleverson decidimos fazer o que pudessemos para fazer o video-clipe rolar mesmo sem verba. A diferença é que finalmente viramos artistas profissionais, isto é, temos nossas próprias câmeras e computadores e alguma grana, só precisavamos achar tempo. Por isto filmamos tudo no Brooklyn em vez de ir até a cidade de Montauk aonde a estoria original do Cassiano que deu origem a música Big White chase se passa. Fizemos uma adaptacão. Eu fiz a direção de fotografia e dividi a direcão do video com o Cleverson. Editamos a 4 mãos eu e o Cleverson em Final Cut pró e a Lilka minha mulher fez a abertura que é uma referência ao começo de Bullet, um antigo policial com o Steve Macqueen. O ator principal é meu vizinho de cima. Os carecas misteriosos são dois irmãos irlandeses de Belfast. Um deles, o Alister. Ele mora em New Jersey e é policial. Ele tem cara de skin head mas é um verdadeiro nobre e profundo defensor e conhecedor dos direitos humanos. Os atores tem um gosto musical bem parecido com o dos caras dos Bad Folks. Como eles tinham aquele sotaque de irlandeses e nós de brasileiros e o Shawn o ator principal, de americano acabou rolando a idéia das legendas que sampleamos de uns livros como o Brotherhood of the Grape de Jonh Fante e a peça de teatro The Connection de Jack Gelber que fala sobre musicos junk dos anos 40. Tem também umas linhas do Watchman (HQ) e uma homenagem ao nosso amigo Adriano ' "Mezzobillo" o qual partiu à dois anos atras e sei lá a gente queria ter o cara por perto de alguma maneira neste projeto já que ele era uma daquelas pessoas cola que une outras pessoas. As legendas entram sem explicacão e passam muito rápidas. Uma pequena observação sobre as frustrações e tambem a beleza da dificuldade de comunicacão entre seres humanos de universos diferentes.
cena do clipe...auris e frio....chase! (madtoy.com.tv)
Ah! tem tambem um pedaço do video que parece um video poema dos anos 80 que e tem um verso do poeta curitibano Marcos Prado, a quem me refiro como um poeta punk,nao sei se a alcunha é adequada mas eu sou do tempo que punk era elogio e agente adimira muito o cara .O guitarrista misterioso do trem, e é realmente misterioso já que o ator pediu para ficar no anonimato, sei lá...foi inspirado em um fato real. Eu vi um cara gótico no metrô com maquilagem de tristeza e tudo tirando um som meio Wim Wenders e achei que era um momento Bad Folks. O Cleverson descolou o loft que agente filmou. Basicamente ele arrombou o espaço e a gente tomou conta do lugar por algumas horas. O resto foi filmado tambem no Brooklyn na margem do east river (em uma praia urbana condenada pela construção de um condomínio de luxo) e na linha do trem J. O trem mais barra pesada de NY.
Filmamos em Video (24p) e tem umas imagens em pelicula 16mm. A equipe era eu e o Cleverson e tivemos uma ajuda do Gustavo que foi o gaffer nas cenas do loft. O video esta no site que eu tenho com a Lilka minha mulher chamado www.madtoy.tv.
O Adriano Wilbur, cartunista que mora em Nova York também, ajudou nos dando um belo desenho de tubarão que infelizmente não foi usado muito mais porque não tinhamos tempo para animá-lo como queriamos pois já tinha um prazo para a MTV. Mas o desenho esta lá. O Adriano é um cara estremamente talentoso e com um grande potencial para fazer coisas para cinema. Ele já esta fazendo na verdade. Outro dia ele me disse ...meu negocio é horror e fantasia. E eu disse ...-Não diga Adriano, eu nao tinha reparado. Espero poder trabalhar com ele mais vezes. Bom é isto. O resultado ficou bem legal e eu espero que ajude as
pessoas a conhecerem a se divertirem com o Bad Folks. Eu me divirto bastante.
Eu também, Arthur e muito obrigada pelo pequeno relato que pra mim foi de imensa utilidade pública e fará com que as pessoas do mundo possam compreender a paixão que temos pela Banda de Rock Bad Folks!
(Em breve, o clipe estará sendo veiculado na MTV. No dia 21 de março, no horário nobre, o clipe Big White Chase passou na MTV sendo amplamente comentado por Edgar, o Vj que ressaltou que clipes criativos podem ser feitos com pouca verba e muita parceria e é isso, vejam o clipe na MTV)
Grande Garagem que Grava - by Theo Marques
Cassiano Fagundes, o Yankee Catalão de Pinheral City.
Encontrei o Cassiano num restaurantezinho perto da Federal. Naquele dia nós comemos 4 tipos de carne: porco, peixe, boi e ave e falamos do Zen e a relação do Cassiano com a escrita. sobre os projetos dele de lançar um mega espetáculo na Europa, do futuro do Bad Folks e dos seus projetos particulares, falou-me de música, me contou histórias que só ele sabe contar sobre Ny, sobre o Brasil, sobre composição e como as coisas acontecem, falamos de vida real, falamos de filhos (o do Caio nasce agorinha, se é que quando publicar isso, já não tenha nascido), falamos de carros e dinheiros e mulheres, falamos de Bob Dylan e judeus e almoços com artistas, sobre os programas dele na Lúmen FM, sobre beleza, ginástica, dieta.....enfim...falamos muito...
Entrevista feitas em 3 partes por mim com Cassiano, vocalista, compositor e guitarrista do Bad Folks. Na primeira parte, com a ajuda de um cara conhecido da banda e conhecedor e ótimo músico, o Jansen Botana. Depois ao vivo, mas ao vivo foi muito mais pra sugar o "céLebro" do artista e transcrever como eu bem entendesse. Depois um pequeno "quiz" pra esmiuçar o Cassiano da forma bruta à forma lapidada deste cara que pra mim é um dos grandes instrumentistas e compositores vivos existentes. Tem também um relatório de quem pare uma música linda, Caio Marques, que é o "cara". The Dude of rock´n´roll. O Caio é o tiozão do rock , paizão, e compôs musicas lindas. Uma delas me ajoelhei na frente: Secret Girl, novíssima música lançada á quase um mês no show que tive a oportunidade de ver onde foi lançado o clipe Big White Chase. (respire)....Acompanhe....
Karen: O que mudou no som desde a criação do BF até este ultimo show.....se eles acrescentaram algum elemento novo no som?
Cassiano: Antes era tudo bem espontâneo. Decidimos tocar folk e rock com pitadas de folk e tudo o que fizemos foi trilhar um caminho mais ou menos demarcado, pra se divertir. Tipo o Dukes Of Stratosphear, um projeto paralelo dos caras do XTC. Esses figuras eram apaixionados por rock psicodélico inglês da swinging London, então fizeram um disco como se fossem uma banda da época, mesmos instrumentos, técnicas de gravação, melodias, tudo, só que nos anos 80. Era mais ou menos isso que a gente queria com os Bad Folks: brincar de banda Folk Rock dos anos 60 e 70. Com o tempo, sacamos que seria ridículo ficar nessa, porque a coisa toda havia crescido, não era mais apenas brincadeira despretensiosa, tínhamos que ter uma cara própria mais evidente (um queixo mais protuberante: você sabe, está provado cientificamente que é mais fácil se dar bem na vida se vc tem um queixo quadrado protuberante). Hoje é tudo mais pensado. Estamos mais barulhentos e pesados, não queremos ficar restritos e presos sob um rótulo de folk rock. Eu o o Scheinkmann gostamos de detonar as guitarras, isso estraga qualquer climinha country, podes crer. Afinal de contas, eu fantasiava ser o Steve Jones dos Sex Pistols quando era adolescente. Tem punk no caldo, punk clássico - que sempre esteve ali, mas hoje é mais evidente. E tem soul, dub e trilhas de faroestes italianos. Tem tudo isso. Só não tem anos 80, eu particularmente acho os anos 80 um saco. Revival anos 80 pra mim é pior ainda. Eu vivi bem os anos 80, eles não foram tão sensacionais como hoje em dia dizem por aí.
Karen: E as músicas novas (uma mais psycho e uma mais turma do bar irlandes...)
Cassiano: Você deve estar confundindo as canções. Uma nova é Forest Land, do Scheinkmann. Ele quis fazer uma música tipo "Bad Folks" clima western, e acabamos transformando a coisa num western de mortos- vivos. A outra nova é uma bem romântica do Caio, que nas nossas mãos ficou bem potente. São duas canções excelentes.
Karen: Já pensaram na hipótese de fazer um disco?
Cassiano: O problema de fazer disco é grana. O que a gente chama de disco, a idiótica indústria cultural brasileira chama de demo, só porque o disco não foi pra fábrica, não está registrado, essas coisas. Isso é ridículo. Mas a verdade é que se vc quer ter um alcance maior, tem que, mais cedo ou mais tarde, fazer um CD com tudo legalizado e certo. mas pra isso, precisamos de grana. E grana é algo que a banda não tem. Olha, vendi um carro pra pagar nossa mini-turnê européia, eu é que não vou gastar mais. Então a gente pode ir gravando aos poucos, o que temos feito, e uma hora, quando tudo estiver pronto, a gente dá um jeito de lançar. mas isso pode demorar 6 meses, um ano, dois anos...não temos pressa à essa altura. Os planos prum disco são incertos. Agora, música nova na Internet pra qualquer um baixar de graça, isso vai acontecer bem logo. Aguarde.
Karen:Que acham da idéia de um produtor influenciar no som da banda?
Cassiano: Acho ótimo. Só que o único produtor consenso na banda seria o Daniel Lanois, que só produz o que quer e pra quem pode pagar. Com uns 500.000 dólares acho que dá pra ter um disco produzido pelo Lanois - se ele for gente fina com a gente e quiser dar uma mão. Mas isso está muito longe de nossa realidade. Pagar 1000 reais já seria uma dificuldade. Nós somos bons produtores. Se esse fosse um país sério, no mínimo eu e o Guto estaríamos ganhando um troco produzindo bandas alternativas. Tenho certeza disso.
Karen: Gostria de saber um pouco dos projetos paralelos de cada integrante? E o que acrescenta em matéria de criação para o BF?
Cassiano:Sem querer parecer muito pretensioso, mas já sendo de cara, acho que existe muito poucas bandas como o Bad Folks por aí. Cada Bad Folk tem sua própria maneira de criar e encarar a vida, então isso acaba sendo refletido no nosso trabalho, que é multifacetado. O Caio é bem melódico e tem uma maneira bem peculiar de abordar as coisas. Ele terminou agora seu disco, que deve sair em breve. Ele tem aquele negócio bem dele, uma mistura de rap com folk e música brasileira. O Scheinkmann tem o Vox Orchestra e roubou muitas canções minhas e o nome de minha banda, Bestas, pra fazer seu própio lance. Não tem problema: ele vai pagar direitos autorais. Bem, o Scheinkmann é um genuíno punk dos pinheirais. O Guto está indo bem com sua banda Constanza, bem legal. E eu estou me preparando pra gravar meu disco com uma banda porreta (Jansen, Coelho, Torrone, etc.). Vai ser um som bem diferente, com bastante soul e loucuras intergaláticas. Quero lançar até Junho.
Karen: Quais serão os novos caminhos do Bad Folks se em um próximo momento..(mudarão o som ou continuarão na idéia inicial de fazer boas canções inspiradas na folk music, IRISH e no rock´n roll, ETC)?
Cassiano: Não pensamos muito nisso nos últimos tempos. mas veja bem: eu decidi tocar sempre vestido de preto. Isso deve significar alguma coisa. Estamos cada vez mais pra Catalépticos e Motorhead do que pra Belle and Sebastian e Magic Numbers, apesar ds tentativas do Caio de nos amaciar um pouco - ele sempre reclama do volume de nossas guitarras. Por mim, não é só na roupa a negritude: quero botar mais black music no som e misturar isso com o esquema branquelo. Quero deixar bem claro que, quando falamos de influência Irish, não é daqueles velhos bêbados nazistas nem de seus netos skinheads que saem quebrando todo mundo. Meu esquema Irish, por exemplo, tem a ver com os irlandeses que se tornaram piratas a partir do século XVIII, deixando a cristandade pra trás e abraçando todas as formas libertárias de vida e crenças possíveis, inclusive o velho tirar-dos-ricos-pra-dar-pros-pobres (eles geralmente eram muuuito pobres). Esses cães do mar tinham toda sua iconografia e há uma música associada também. E também há as Rebel Songs contra o domínio britânico e a consciência de que se a vida é breve como um sonho, melhor viver esse sonho com um bom brandy na mão. Tipo Keith Richards, pra mim o maior pirata irlandês de todos os tempos, mesmo que não tenha saqueado muitos navios por aí. Essa é a nossa influência Irish, que vai aparecer nas próximas músicas lançadas: piratas irlandeses pintando e bordando por aí.
Uma coisa que não tem muito a ver com isso, mas vale dizer: esses dias eu estava com um amigo meu atrasado musicalmente. Peguei uma carona com ele, que estava ouvindo Pantera. Perguntei: "Por que você escuta essa merda:" ele disse: " porque isso é som de macho!!!" então eu tirei o Cd do som e botei um do Marvin Gaye que estava na minha mochila. "Isso sim é som de macho. De macho de verdade, que faz a mulher gozar e se importa com os sentimentos dela e com os seus. Macho de verdade pra fazer um som assim, tão cheio de sutilezas femininas. Isso sim é som de macho". Ele concordou e baixou a bola.
Karen: Fale mais do morro do canal e o que ele traz de influência no som de vocês
Cassiano: O Canal é nosso lar. Precisamos nos isolar pra sentirmos que tudo isso vale a pena.Tenho muita pena de quem fica na cidade todo o tempo e não vai respirar um pouco no mato. Por mais que um monte de bobos não concordem, a verdade é que o ser humano viveu mais tempo no mato do que na cidade, então, quem fala que adora cidade e odeia mato só pode estar doente. No Canal, nós compomos, trocamos idéias ou simplesmente nos divertimos. Nosso som é um som de montanha, se vc sobe montanhas com regularidade, tem uma maneira diferente de encarar a vida.
Karen: E o equipamento? Escalada, som, tão satisfeitos?????
De equipamento melhorou muito, mas ainda falta amplificadores decentes e guitarras extra. Eu estou na pior situação de equipamento na banda, não tenho dinheiro pra comprar nada, mas vamos levando.
Karen: Qual é o set list daquele show incrivel que eu vi?
Cassiano: Não lembro. O Caio deve saber. Teve todas dos discos mais umas novas.
Karen: me fale das musicas novas, aquela que parece um paredão de guitarras e vocais e aquela do sheinkman, fale bastante, fale com gosto.
Cassiano: Paredes de guitarra, deve ser a minha - Cerebellum & Co, que você chamou de uma música macha. Bom, não tinha pensado nisso, no sentido comedor com certeza não é. Liricamente, ela é surrealista, porque foi escrita literalmente durante uma exposição/retrospectiva surrealista de André Breton. Musicalmente, ela poderia ser bem revolucionária, é um estilo por si só - dois vocais juntos o tempo todo e a pegada das guitarras. É engraçado: o Branco chama essa música de "A Heavy Metal". O Guto também. - Ei, vamos tocar a Heavy Metal. É como eles a chamam. O Guto se inspirou em Iron maiden pra fazer o baixo. Pode ser meio heavy metal, no sentido Teenage Fan Club - Metal Baby. Gosto dessa música, se ela fosse gravada por uma banda conhecida seria um super hit mundial.
A do Scheinkmann, Forest Land, foi feita um pouco pensando no nosso lado Capo, western gótico. Essa é a idéia: cowboys góticos. Mas as letras falam da fase que o Scheinkmann está passando, querendo cair fora, se enfurnar na floresta da serra do mar ao invés de ficar bebendo até cair nos bares da cidade. Acho que é reflexo de se estar apaixonado...
A do Caio ele já deve ter falado. O Caio faz músicas do tipo Strokes melhor que os Strokes. Eu sempre digo que é uma injustiça com o mundo da música a gente ficar aqui em Curitiba. E eu to falando sério: a gente é grande demais pra essa cidade, sem pretensões. Eu to a fim de provar isso; acho que o Caio ta mais a fim de cuidar do filho dele que está pra nascer essa semana.
Karen: e mais um pouco sobre estas composições e sobre o que vc achou do clipe
Cassiano: Para quem não tem as mesmas referëncias que a gente, o clipe pode parecer incompreensível. Mas semana passada, mostrei ele pra dois poetas dos anos 80, bebuns da turma do Leminski. Eles sacaram na hora. O clipe foi feito sem grana e na pressa. Levando isso em consideração, acho que ficou melhor que eu esperava. MAS a porra da MTV não está preocupada com o que rola de genuíno no Brasil, só com o jabá que recebe das grandes gravadoras e gravadoras indie de fachada. Por isso, depois de o clipe passar apenas 2 vezes em 2 meses, desisti de fazer o jogo deles - que foram quem tinha pedido um clipe nosso pra ilustrar alguma coisa que sei lá o que era. Cansei da caipirisse luso-brasileira paternalista. Fodam-se todos. A gente vai seguir fazendo as coisas pra nós mesmos e divulgando pela internet e via meios alternativos mesmo. Só o fato de bandas legais dos EUA, Grã Bretanha e do Brasil estarem nos mandando mensagens positivas na nossa página do My Space já vale mais que qualquer porra de MTV Brasil. tem gente legal lá, mas a política da emissora é simplesmente nauseante.
Karen: interrompa pra contar um caso interessante da banda ....
Cassiano: Não tem muitos. Acho que a coisa mais interessante que aconteceu com a banda foi nossa aventura espanhola. Mas isso já foi contado pelo Franz. Teve uma vez que fomos convidados pra tocar numa festa no pé do morro do Canal em Piraquara para os moradores da região. No começo, eles estranharam, mas depois de duas músicas os pessoar começou a dançar. Até hoje perguntam quando a gente vai tocar de novo lá. Ah, teve a vez que a gente foi tocar na festa de confraternização dos funcionários da Vivo numa estância. No final do show, o Caio falou o que a gente tinha pensado em falar mas não tinha se decidido se ia. Ele disse: - bem pessoal, legal estar aqui, mas eu preciso desabafar: meu celular Vivo é uma merda, ele não pega em lugar nenhum. Po, por que a Vivo não pega em lugar nenhum - e aí foi vaia, jogaram folhas de repolho na gente e tinha fila de funcionário no lado do palco pedindo explicações ou querendo examinar o celular dele. O mais engraçado foi que tinha uma garota lá que era de maringá, e ela tinha nos visto na televisão em algum lugar e nos reconheceu, achando que a gente era super-famoso. Eu dei autógrafo pra ela e tirei foto com ela e tudo, me senti um superstar. Ela até perguntou se tinha um site fã-clube da gente pra ela participar.
Karen: fale da banda na europa, pode resumir em 5 frases pontiagudas
Cassiano: Bons vinhos a preço de banana. 92 Graus com infraestrutura de gringo. A certeza de que quem não viaja fica retardado. Amostras de que qualquer um que goste do que faz e acredita no que faz pode fazer até espanhóis que acham estranho músico brasileiro não tocar samba fazer air guitar durante seu show.
Karen: fale o que quiser dos seus comparsas sobre:
Caio: Para o Caio, tudo sempre está OK
Guto: para o Guto, nada está muito OK, mas dá pra melhorar com esforço. Pra mim, a questão pra ele é saber se vc está a fim de melhorar mesmo.
Sheinkmann: Para o Scheinkmann, se tudo não está OK, vai estar logo. É só relaxar.
Branco: Para o Branco, tudo é uma merda, a não ser que envolva mulheres, bebida e comida de graça e Nick Cave.
Karen: fale um pouco do que você sente quando toca com eles
Cassiano: Eu me sinto muito bem no palco com eles. parece que funciona. Se às vezes não funciona fora do palco, na hora do show é perfeito. Melhor do que o contrário, com certeza. A velha questão do que é mais importante: a convivência diária ou o sexo.
Karen: fale da influencia das suas amadas na banda (afinal todos sabem que por tras ou pela frente de grandes machos existem grandes guapas!)
Cassiano: No meu caso, a Lu me ajuda muito. Ela tem sempre opiniões pertinentes sobre o som que estou fazendo, mas quando o caso é o Bad Folks, ela fica mais afastada. O complexo de Yoko Ono ataca mais no Brasil, país subdesenvolvido no quesito indústria cultural, do que nos países ricos. O que tem de amigo maue desistindo da música porque a mulher pede pra ele arranjar um emprego decente e ganhar dinheiro...graças a Deus, esse não é o caso de nenhum Bad Folk. Eu sou músico e não estou mais no controle. è Deus quem me manda tocar. Não quero discutir com ele.
Karen: algum segredinho na manga, uma musica tema
Cassiano: Estou bem animado com nosso futuro musical, seja solos ou com a banda. Mas tudo vai depender de nossa capacidade de se desgrudar de Curitiba - não dá pra se contentar em ser elogiado no James por piá bêbado, quando o som que vc faz ou pode fazer tem potencial pra sair daqui. Falei pro Caio - leva teu disco pras gravadoras no Rio e SP, se ninguém quiser lançar, o que acho difícil, pelo menos vc pode ter suas músicas gravadas por intérpretes famosos brasileiros. Tenho certeza. Tem que meter a cara, gente muito pior se dá bem porque mete a cara. Eu não quero ficar tendo que ter emprego pro resto da minha vida pra sustentar minha paixão pela música. Quero viver da música, e viver ela, 24h por dia, ganhar grana com ela, poder desenvolver meu som ao máximo por estar focado nisso. E claro, quero viajar pra tocar. Tipo, Junho - turnê nos States, Julho - Japão, Agosto - festivais Europeus, Setembro - turnê no Brasil. É só isso, tocar no 92 Graus de Tóquio, no Motorrad de Melbourne, no Aeroanta de Toronto. E ter um tempinho pra subir umas montanhas no Oregon - isso é básico.
Karen:seus gostos pessoais:
comida: Chilli, tailandesa e bife mal passado, enquanto posso. Em 2 anos, pretendo me tornar vegetariano.
fobia: aquecimento global, paranóia com epidemias (tenho medo da gripe aviária pracaralho!) e medo de ficar estagnado e encalhado em Curitiba pro resto da minha vida.
músicas que racham o crânio e despedaçam a alma:
Patti Smith - Break It Up
Johnny Thunders - (You Can't put Your Arms around a) memory
Bauhaus - Bela Lugosi's Dead
Bob Dylan - Shelter From The Storm (ao vivo Hard Rain)
Fred Neil - The Dolphins
Joni Mitchell - Chelsea Morning (versão do Fairport Convention é boa pracaralho)
Marvin Gaye - Right On
The Beatles - Getting Better
Leon Russel - Out in The Woods
Joe Cocker ao vivo (Mad Dogs & Englishmen) c/ leon Russel - Cry me a River
Led Zeppelin - What Is and What Should Never Be
Johnny Cash - Johnny Yuma
Nirvana - Breed
Shocking Blue - Love Buzz
oh nao! isso virou um quiz nojento!!!
OK.
Fale sobre suas vidas passadas, pode ser breve, fale sobre EUA, fale sobre natureza e surf :
States - Pode ser que eu volte pra lá logo. Estou me informando sobre como emigrar pra lá legalmente pra viver como artista. Enquanto todo mundo fala mal dos EUA por causa do Bush e de uma babaquisse que todos acham que é coisa de americano, não se ligando que é babaquisse de qualquer povo que esteja por cima (os brasileiros, se um dia ficarem por cima, serão mais babacas ainda!), eu falava bem do país. Podem falar o que quiser: um país que deu ao mundo o Willie Dixon não pode ser ruim.
Eu vivi a viagem americana intensamente no período em que morei em NY. Primeiro porque sempre fui meio americanizado - eu admito - é que sempre tive muito contato direto com o país por causa do meu avô que morou lá e tem um pé lá - comecei a aprender inglês muito cedo, e tinha os meus parentes americanos do lado da família italiana que sempre visitavam ou a gente visitava, e o rock desde cedo - pode perguntar pra minha mãe, meu primeiro disco aos 7 anos foi do Elvis Presley e eu ficava impressionado porque achava que a minha voz era igual a dele! bom, vivi essa viagem americana intensamente, meio que me distanciando de brasileiros em NY, falando só em Inglês, sonhando e escrevendo em inglês, e eu podia ter ido muito a fundo mesmo e estaria até hoje lá, provavelmente casado e pagando impostos. Mas duas coisas mudaram minha perspectiva de vida: uma foi uma série de livros de história do Eduardo Bueno que meu pai me mandou e que mostravam um Brasil muito mais pitoresco e febril, cinematográfico até, do que o que até então eu imaginava que era, então achei que estava perdendo muito tentando suprimir minha ligação com o Brasil. Concluí que se o Brasil tinha coisas legais pra serem descobertas pelo mundo e principalmente pelo seu própio povo, eu não podia perder essa. A segunda coisa foi a chegada da minha então namorada, Soraya, que não estava comprometida com a aventura como eu estava. Quando ela decidiu que já tinha dado pra ela sua experiência americana, ela me convenceu a voltar com ela, e eu acabei voltando. Hoje eu nunca teria feito aquilo, me desfazer de tudo o que eu havia conquistado em termos de liberdade pessoal pra voltar pra terrinha. Pelo menos fomos direto pra Bahia, onde felizmente nos separamos e pudemos desfrutar do que a Bahia tem de melhor: sexo fácil com estranhos.
Natureza: eu já te disse antes, eu ainda não acredito ser normal alguém não se sentir bem na natureza. Nossa espécie viveu no mato por o que, 15, 20 mil anos, até mais, isso está nos nossos genes, então não me venha dizer que vc se sente bem no meio do asfalto e da poluição e que o mato de faz se sentir mal que eu vou te dizer que vc tem um problema sério. Gosto mais de árvore do que de gente, pelo menos prefiro estar num lugar cheio de árvore do que num lugar cheio de gente, o que não quer dizer que eu saia por aí abraçando árvores, mas eu nosso fazer isso se for o caso, para o deleite do Branco que vive gozando da cara de bicho grilo. Tudo começou quando eu era criança e me tornei escoteiro. O surf é extensão disso, estou bem parado agora, faz tempo que não surfo, desde o ano novo, mas eu realmente acredito no surf como um esporte que pode transformar sua vida positivamente. É claro que tem os playboys e os babacas, mas a percepção de que todo surfista é assim é uma injustiça com os caras legais, que estudam, lêem, trabalham e quando estão a fim de se sentir bem praticando um esporte vão surfar. A percepção de que surf é coisa de playboy é uma coisa bem de Curitibano e paulistano, porque só playboy pra ter carro e grana pra ir pra praia sempre que pode. Agora, vai pra Floripa one dá pra ir a pé pra praia e vê os maloqueiros que surfam, os professores de física, até os vovôs, como pode ser conferido na Praia do Rosa. O surf é excelente para o corpo como esporte e para o cérebro também, porque vc tem que lidar com um elemento imprevisível e muito forte que é o mar e aprender a lidar com ele e usar a energia dele pra seu benefício - no caso, não a energia cósmica, mas a energia da onda mesmo, que faz vc ser impulsionado pra frente em cima da prancha. O Jack London era surfista. Taí um bom motivo pra surfar.
Fale do seu amigo Franz Calcutá, porque ele é assim, Cassim?
Ele é assim porque faz o que quer da vida e tem grana pra bancar suas viagens, nem que seja viajar no roque curitibano - que ele insiste em dizer que é o melhor do mundo - e olhe que ele é de Joinville. Ele está atualmente trabalhando na África do Sul, quando ele voltar eu boto você em contato.
Ele te domina, ele é teu muso?
Nem fodendo. Não sou gay. Eu simplesmente o invejo.
Fale sobre a rádio, adoro aquele seu programa que passa sábado antes da meia-noite, sua pesquisa musical lá é foda, quer falar disso?
Coloco o que estou a fim e não posso em dia de semana. Não rola tanta pesquisa, eu uso o que acumulei durante esses anos todos. Espero que as pessoas escutem, porque sinceramente, esta deve ser a unica rádio que toca Wire e XTC sempre! Se alguém reclamar que não tem roque decente em rádio curitibana, tem que levar porrada! afinal, são 4 horas de roque pauleira por sábado! (das 20h à meia noite).
Se achar algo que queira dizer mais diga já, estou acabando a matéria, queria uma foto sua de chapéu e camisa florida ou com charuto e botas de esqui, ou simplesmente fotos que você gostaria que fossem publicadas!
Ih, to meio mal de foto. É melhor você tirar uma
um beijo
Outro
acervo Franz Calcutá!
CAIO MARQUES FALA - O PAI DO ROCK - O PAI DE SANTO DE TODOS OS SANTOS DO ROCK
Parabéns pelo filho Caio Marques!
Notei que você curtiu a música no último show do Bad Folks. Fiquei bem feliz. por esse motivo vou abrir o jogo. vou falar exatamente tudo o que pensei quando compuz "Secret Girl". bem, a princípio eu queria uma música meio repetitiva, algo meio Sufjan stevens, fiery furnaces, aí comecei dó maior com uma pequena variacao harmonica, tipo um riffzinho dissonante que se resolve no própro acorde. bom, não consegui ficar só nisso e vi que o riff terminava bem em um mi menor com o baixo descendo cromaticamente até o próprio dó. assim tudo comecou. a melodia que encaixou bem dessa harmonia me lembrou um pouco neil young. e o ritmo tinha que ser tipo otis redding, stax, motown. só que precisava de um refrão e eu sou meio que viciado em bridge, aquela parte da música que prepara para o refrão. se você notar bem, todas as minhas músicas tem bridge. então no bridge eu me inspirei em shipbuilding, do elvis costello, e no refrão eu me inspirei totalmente em beach boys, principalmente no disco surf's up. E foi isso. a letra é sobre um cara que tenta explicar para a namorada que aquela outra não significava nada para ele e coisas desse tipo, papo magro. a música não ficou repetitiva como era minha intenção inicialmente.
Mas gostei do resultado. Ei, Karen, aproveite e ouca uma amostra do meu disco solo,
no www.myspace.com/caiomarques.
Algumas Influências do Bad Folks:
Bob Dylan, Beatles, Johnny Cash, Woody Guthrie, Leadbelly, Kinks, Fairport Convention, Incredible String Band, Nhô Belarmino, Wilco, New York Dolls, Pogues, The Clash, Television, Velvet Underground, The Band, Hawkwind, Neil Young, Sonic Youth, David Bowie, Big Star, Pixies, Jim O'Rourke, Gomez, Flaming Lips, Billy Bragg, Cartola, Noel Rosa, Mutantes, Tim Maia, Música Tradicional Irlandesa, Escocesa, Americana e Brasileira, Jorge Ben, Tom Jobim, Burt Bacarach, Eddy Grant, Bill Withers, Motown, Stax, Otis Redding, Faust, The Zombies, Swervedriver, T.Rex, Robert Crumb & the Cheap Suit Serenaders, Can, Nick Drake, Bert Jansch, Stevie Wonder, Ryan Adams, David Gray, Beck, Black Sabbath, White Stripes, Beach Boys, Byrds, Talking Heads, Captain Beefheart, Beijo AA Força, Tom Petty, The Traveling Willburys, Roy Orbison, Elvis Presley, Led Zeppelin, Hillbilly Rawhide, música tradicional da polinésia, Fandango parnanguara, Aurius.
Para o lançamento do clip Big White chase, meu favorito do Bad Folks. Quando estive no show de lançamento do clipe me auto sorvi de minhas próprias lágrimas. Não lembro se esta matéria com entrevista foi publicada, mas foi emocionante achar ela no meio dos destroços do meu barco virtual.
BAD FOLKS E O DIA QUE OS COWBOYS DOS PINHEIRAIS CHEGARÃO AO TOPO DO MUNDO.
Karen Tortato e Bad Folks
Pedi a Gram Parson que me iluminasse pra escrever isso. Ele é meu poeta maior do puro folk americano. Sou apenas (um rapaz latino-americano...) uma moça simples que mora em uma pequena cidade ao sul do Brasil, Curitiba. Em Curitiba existe de tudo, de executivos-crentes até cowboys e pistoleiros. Dizem que em Curitiba, dizia-se, se eu não me engano, Paulo Leminsky, talvez que aqui as coisas acabam em si mesmas, a cobra engole o próprio rabo e....nada. Vim falar rapidamente de Bad Folks, a melhor banda de todas prá mim por aqui. Existem ótimas, pra todos os gostos, mas no meu caso vim falar bem deles. Eles fazem folk, cow-rock, algo hillbilly e o não tão puro rock misturado à álcool, bateria de carros, rock misturado à becos de NY, temperaturas calientes com corpos suados de mulheres recheadas em bikini-kills, arte e geografia, mais álcool misturado à plantações de milho e vastos campos secretos perdidos no nada, rock das marés e dos rios escondidos em vales; um algo de psicodelia nas minhas palavras, um algo de punk também. Curitiba fervilha, sempre fervilhou em loucos por metro quadrado. Aqui os bairros são silenciosos como alguém me disse anos atrás e aqui acompanhei desde muito nova o som saído das garagens. Sou uma lover rock, sou uma simples entusiasta, uma ardorosa fã que vai escrever com toda a pieguice que lhe cabe esta extensa carta de amor ao rock curitibano. Viva os nossos Pinheirais. Viva Bob Dylan e Pogues. Leiam Please Kill Me! Viagem mais!
Bad Folks é universal. É algo que poderia estar em qualquer lugar na minha mente. O dedilhar de um velho violão sujo apareceu na minha tela mental. "Down the Drain" me coloca numa Nashville, cuspo mato mastigado com saliva grossa de cigarro, sou uma yankee agora e com os olhos se fechando, estou num deserto poeirento e escuto o som da gaita de Bob Dylan sempre misturado ao vento, tenho uma gaita no bolso e não sei tocar." He´s a Mighty a Good Leader" é uma velha canção que me move à um concerto deles agora. Pausa. Respirai-vos, ò Lord! Alleluia! Reapareço depois com sal na cara numa prainha em Montauk, Long Island assistindo um tubarão se aproximar de mim e não me movo, é Big White Chase que me vêm à é Big White Chase que me vêm aeografia, alcool freaksa extensa carta de amor ao rock curitibano. pedir um pait de Guiness nump mente, o tubarão chama-se Roy Orbinson, chama-se também Perry, chama-se Seu Fagundes, se você for um cara sensível, ele até responde. Na verdade o tubarão é apenas um ET numa experiência biológica de sonhos que tenho quando penso em Tubarão. Big White Chase é uma música triatlo, atlética mesma, cheia de braços, uma shiva, um cíclope, big eye of the world, extrema-unção de uma caminhada sem destino, cheia de detalhes de cada um destes rapazes que vou dissecar nesta experiência mística que vivi desde o último show que fui assistir em um pequeno bar. Perdoe-me, se às vezes eu começo a falar demais e se danço e bato palmas, você não pode sentir o que sinto? Eu entendo, meus pés me lembram um senhor batendo os pés com a perna cruzada e tocando um velho instrumento, uma rabeca por exemplo. E ai me desloco novamente de mundo. Agora eu sinto uma verdadeira alegria irlandesa, tenho saias gigantes e botas fedidas. Agora me chamo Karen Fennegan ou O´Malley e tomo um grande paint de Guiness com minhas botas feias que batem no assoalho do chão. Meu ouvido captou Irish Dream."Irish Dream" tem aquela coisa folclórica que tira os tios da cadeira enquanto as mulheres já estão na pista brincando de roda, uma clássica música de rock.
Seria uma música que se toca depois da missa. Sei pelo Cassiano que em Piraquara City esta música é aprececiada pelos locais. Vou contar umas lorotas até entrar nas linhas embaralhadas de um pensamento fixo. É muito dificil e muito fácil entender o Bad Folks. Grandes pessoas já fizeram, inclusive Franz Calcutá, um cara que cerca ao redor, mas eu nunca o vi.
Os caras do Bad Folks são um grupo perfeito juntos no palco. São charmosos, tocam bem e são esquisitos, não são poseurs, são palhaços e curtem a sua música como curtem a dos outros. Eles temtesão pela música deles. Devem dormir ouvindo Bad Folks. É o som mais "macho" que eu conheço, sem ser machista. É música feita pra quem entende de boa música e quem não entende nada mas tem sensibilidade vai se divertir.
Quando conheci o Guto Gevaerd, o baixista do Bad Folks eu usava uma roupa ridícula de mergulhadora e era ex-surfista mirim. Tinha tido um contato visual anos antes com Cassiano Fagundes, uma das bestas famintas, numa festa no início dos anos 90 quando todos usavam sobretudo demais até no verão. Lembro bem deste dia porque pedi a ele pra limpar o vômito do "Glog", um amigo em comum, que mais tarde acabaria morando comigo como roomate em São Paulo. Este dia estávamos numa festa do Jardim das Américas, um centro criativo de onde surgiram e ensaiaram bandas tais como: C.M.U Down, Rosários de Soláquio, Vupland. Na época a cidade fervia ao som de Magog, a banda que o Cassiano tinha, depois UV Ray, a banda que o Sheinkman tinha, Woyzeck com Guto no baixo e Relespública mais adiante.
Os Frutos Madurinhos do Amor, a banda que o Caio Marques tinha e que eu lembro as letras até hoje. Naquela época fervilhava música por todos os cantos e eu sempre ali circulando e absorvendo o trabalho desses notórios moços, hoje beirando aos 30 e tantos poucos anos como eu. Com Bad Flks divido alguns amores. Com Cassiano eu divido o amor por Gram Parson, Emmylou Harris e Bob Dylan, com o Branco eu divido o amor por Wilco, Com o André, dividi horas de conversas aurisadas sobre música de forma tresloucadamente inesquecível. Caio é o pai-santo do rock e o Guto é o meu guru interestelar.
Aqueles aurius-dosinferno..... Eu conheci esta palavra em 92 com os integrantes do Woyseck na mesma casa de praia do cara chamado Luis, na mesma casa que vi o Guto preparar um chili apimentado no café-da-manhã. Foi quando passei a me interessar pelo gosto de uma cerveja mais densa e escutar Bob Dylan por causa de uma certa paixão do passado que já se foi e também de uma bela música chamada música "Man in Me"...Resolvi me enterrar mais abaixo dos desertos áridos de minha mente e deu nisso, resolvi escrever e entrevistar os "bois".
Ninguém sabe falar melhor de Bad Folks que os próprios Bad Folkers e alguns agregados que me cederam linhas, testemunhos e dicas preciosas.
Caio Marques e André Sheinkmann. foto by Theo Marques
Agradecimentos: Restaurante Philomena por sevir 4 tipos de carnes diferentes pra eu e o Cassiano, Jansen Botana, Arthur Ratton e Cleverson Oliveira de NY, Caio Marques, André Ducci e Déa Meisner pela linda homenagem da capa do cd comigo na capa, hehehe (abaixo no final da matéria), à Florianópolis, etc.
As fotos sumiram...
Eu, karen tortato na capa do cd do bad folks
meu amigo andré ducci ousou interferir na capa do cd originalmente desenhado pelo Guilherme Caldas pra me colocar na capa porque sabe da minha obsessão.
SHOW DO PANDORA CLUB EM CURITIBA NO ANO DE 2006 EM ALGUM SÁBADO CALORENTO DO VERÃO.
No dia do show do Pandora eu conversei com o Cleverson Oliveira, um plástico artista que mora em Nova York e ele me colocou em contato com o Arthur, outro artista e video-maker que é amigo da banda e fizeram o video-clipe Big White Chase. um vídeo que passará na MTV e também pode passar na minha cozinha enquanto eu lavo a louça e penso no futuro!
O show do Pandora foi memorável e sentimentalmente importante pra essa fã ardosa que aqui escreve. Mostrou a capacidade violenta de uma grande banda que estará ainda em palcos não só de Barcelona como já estiveram ao lado dos Carradines, (nem quero falar disso que o Franz Calcutá já disse) como nos palcos de todo o mundo!
cena do clipe Bad White Chase madtoy.com.tv
Arthur e o vídeo-clip
Ja faz um tempo que tanto eu quanto o Cleverson estavamos tentando fazer algo novamente com os caras.
Nossa parceria é antiga.Eu fiz um curta anos atras em VHS chamado A Cauda com o Guto atuando de travesti sexagenária e o Caio era o marido dela que descobria que tinha um rabo no final. Depois fiz um video que passava em uma peça dirigida pelo Caio na qual o Guto ficava tocando baixo na penumbra no meio do teatro. Era um monólogo com a Guta Stresser bem bacana.Teve tambem, acho, sem brincadeira, umas vinte tentativas de fazer um clip para o Frutos Madurinhos do Amor. Neste meio tempo, dirigi um video para o Cassiano para a música Fun, gravado s no porão do 92. O Cleverson foi o diretor de arte. Um amigo nosso, já falecido, um cara muitíssimo interessante, chamado Marcos Kindler era o ator que ficava basicamente ...bem divertindo-se com comidas ...depois eu e o Cleverson fizemos um curta que foi premiado no Rio Cine festival e até mesmo citado pelo New York Times chamado Pías do Zodiaco, neste, o Frutos Madurinhos fez a música e um pessoal do Woyzek também ajudou dublando uns personagens e o Cassiano deu um apoio moral...Escrevi alguns roteiros com o Cassiano também. Antes de sair do Brasil fiz um documentário sobre a primeira vez que o filme Garganta Profunda passou em Curitiba e o Caio atuou e o Guto, fez a música, ele é mestre em trilhas sonoras, trabalha com o Felipe Hirsh (diretor de teatro curitibano que está em cartaz a tempos com peças ótimas e inovadoras) como técnico de som mas acho que é sub-aproveitado pelo cinema e o teatro brasileiro, o cara é mestre em trilhas e produção musical para filmes. Conhece tudo tem bom gosto e é agradabilissmo de se trabalhar desde que você não o acorde antes da uma da tarde. Bom ,o documentário foi concluído mas nunca lançado pois cometi o erro de esperar um apoio eternamente prometido e nunca cumprido por uns caras la da Fundação Cultural. Neste meio tempo, tinha um projeto de um
documentário fictício sobre um encontro da turma lá da antiga "casa dos caras" aonde a corja se encontrava...o filme era para ser um encontro destas pessoas com um monstro da lagoa e ia ser filmado la na picina dos capuchinhos. Cheguei até a fazer a fantasia do monstro junto com a Lilka, minha mulher, um amigo mergulhador já estava a postos para atuar como monstro mas não rolou fiquei sem camera e mudei-me da cidade ..ficou um gosto de oportunidade perdida. Então, com a necessidade dos caras de fazerem um vídeo para a MTV eu acho ...eu e o Cleverson decidimos fazer o que pudessemos para fazer o video-clipe rolar mesmo sem verba. A diferença é que finalmente viramos artistas profissionais, isto é, temos nossas próprias câmeras e computadores e alguma grana, só precisavamos achar tempo. Por isto filmamos tudo no Brooklyn em vez de ir até a cidade de Montauk aonde a estoria original do Cassiano que deu origem a música Big White chase se passa. Fizemos uma adaptacão. Eu fiz a direção de fotografia e dividi a direcão do video com o Cleverson. Editamos a 4 mãos eu e o Cleverson em Final Cut pró e a Lilka minha mulher fez a abertura que é uma referência ao começo de Bullet, um antigo policial com o Steve Macqueen. O ator principal é meu vizinho de cima. Os carecas misteriosos são dois irmãos irlandeses de Belfast. Um deles, o Alister. Ele mora em New Jersey e é policial. Ele tem cara de skin head mas é um verdadeiro nobre e profundo defensor e conhecedor dos direitos humanos. Os atores tem um gosto musical bem parecido com o dos caras dos Bad Folks. Como eles tinham aquele sotaque de irlandeses e nós de brasileiros e o Shawn o ator principal, de americano acabou rolando a idéia das legendas que sampleamos de uns livros como o Brotherhood of the Grape de Jonh Fante e a peça de teatro The Connection de Jack Gelber que fala sobre musicos junk dos anos 40. Tem também umas linhas do Watchman (HQ) e uma homenagem ao nosso amigo Adriano ' "Mezzobillo" o qual partiu à dois anos atras e sei lá a gente queria ter o cara por perto de alguma maneira neste projeto já que ele era uma daquelas pessoas cola que une outras pessoas. As legendas entram sem explicacão e passam muito rápidas. Uma pequena observação sobre as frustrações e tambem a beleza da dificuldade de comunicacão entre seres humanos de universos diferentes.
cena do clipe...auris e frio....chase! (madtoy.com.tv)
Ah! tem tambem um pedaço do video que parece um video poema dos anos 80 que e tem um verso do poeta curitibano Marcos Prado, a quem me refiro como um poeta punk,nao sei se a alcunha é adequada mas eu sou do tempo que punk era elogio e agente adimira muito o cara .O guitarrista misterioso do trem, e é realmente misterioso já que o ator pediu para ficar no anonimato, sei lá...foi inspirado em um fato real. Eu vi um cara gótico no metrô com maquilagem de tristeza e tudo tirando um som meio Wim Wenders e achei que era um momento Bad Folks. O Cleverson descolou o loft que agente filmou. Basicamente ele arrombou o espaço e a gente tomou conta do lugar por algumas horas. O resto foi filmado tambem no Brooklyn na margem do east river (em uma praia urbana condenada pela construção de um condomínio de luxo) e na linha do trem J. O trem mais barra pesada de NY.
Filmamos em Video (24p) e tem umas imagens em pelicula 16mm. A equipe era eu e o Cleverson e tivemos uma ajuda do Gustavo que foi o gaffer nas cenas do loft. O video esta no site que eu tenho com a Lilka minha mulher chamado www.madtoy.tv.
O Adriano Wilbur, cartunista que mora em Nova York também, ajudou nos dando um belo desenho de tubarão que infelizmente não foi usado muito mais porque não tinhamos tempo para animá-lo como queriamos pois já tinha um prazo para a MTV. Mas o desenho esta lá. O Adriano é um cara estremamente talentoso e com um grande potencial para fazer coisas para cinema. Ele já esta fazendo na verdade. Outro dia ele me disse ...meu negocio é horror e fantasia. E eu disse ...-Não diga Adriano, eu nao tinha reparado. Espero poder trabalhar com ele mais vezes. Bom é isto. O resultado ficou bem legal e eu espero que ajude as
pessoas a conhecerem a se divertirem com o Bad Folks. Eu me divirto bastante.
Eu também, Arthur e muito obrigada pelo pequeno relato que pra mim foi de imensa utilidade pública e fará com que as pessoas do mundo possam compreender a paixão que temos pela Banda de Rock Bad Folks!
(Em breve, o clipe estará sendo veiculado na MTV. No dia 21 de março, no horário nobre, o clipe Big White Chase passou na MTV sendo amplamente comentado por Edgar, o Vj que ressaltou que clipes criativos podem ser feitos com pouca verba e muita parceria e é isso, vejam o clipe na MTV)
Grande Garagem que Grava - by Theo Marques
Cassiano Fagundes, o Yankee Catalão de Pinheral City.
Encontrei o Cassiano num restaurantezinho perto da Federal. Naquele dia nós comemos 4 tipos de carne: porco, peixe, boi e ave e falamos do Zen e a relação do Cassiano com a escrita. sobre os projetos dele de lançar um mega espetáculo na Europa, do futuro do Bad Folks e dos seus projetos particulares, falou-me de música, me contou histórias que só ele sabe contar sobre Ny, sobre o Brasil, sobre composição e como as coisas acontecem, falamos de vida real, falamos de filhos (o do Caio nasce agorinha, se é que quando publicar isso, já não tenha nascido), falamos de carros e dinheiros e mulheres, falamos de Bob Dylan e judeus e almoços com artistas, sobre os programas dele na Lúmen FM, sobre beleza, ginástica, dieta.....enfim...falamos muito...
Entrevista feitas em 3 partes por mim com Cassiano, vocalista, compositor e guitarrista do Bad Folks. Na primeira parte, com a ajuda de um cara conhecido da banda e conhecedor e ótimo músico, o Jansen Botana. Depois ao vivo, mas ao vivo foi muito mais pra sugar o "céLebro" do artista e transcrever como eu bem entendesse. Depois um pequeno "quiz" pra esmiuçar o Cassiano da forma bruta à forma lapidada deste cara que pra mim é um dos grandes instrumentistas e compositores vivos existentes. Tem também um relatório de quem pare uma música linda, Caio Marques, que é o "cara". The Dude of rock´n´roll. O Caio é o tiozão do rock , paizão, e compôs musicas lindas. Uma delas me ajoelhei na frente: Secret Girl, novíssima música lançada á quase um mês no show que tive a oportunidade de ver onde foi lançado o clipe Big White Chase. (respire)....Acompanhe....
Karen: O que mudou no som desde a criação do BF até este ultimo show.....se eles acrescentaram algum elemento novo no som?
Cassiano: Antes era tudo bem espontâneo. Decidimos tocar folk e rock com pitadas de folk e tudo o que fizemos foi trilhar um caminho mais ou menos demarcado, pra se divertir. Tipo o Dukes Of Stratosphear, um projeto paralelo dos caras do XTC. Esses figuras eram apaixionados por rock psicodélico inglês da swinging London, então fizeram um disco como se fossem uma banda da época, mesmos instrumentos, técnicas de gravação, melodias, tudo, só que nos anos 80. Era mais ou menos isso que a gente queria com os Bad Folks: brincar de banda Folk Rock dos anos 60 e 70. Com o tempo, sacamos que seria ridículo ficar nessa, porque a coisa toda havia crescido, não era mais apenas brincadeira despretensiosa, tínhamos que ter uma cara própria mais evidente (um queixo mais protuberante: você sabe, está provado cientificamente que é mais fácil se dar bem na vida se vc tem um queixo quadrado protuberante). Hoje é tudo mais pensado. Estamos mais barulhentos e pesados, não queremos ficar restritos e presos sob um rótulo de folk rock. Eu o o Scheinkmann gostamos de detonar as guitarras, isso estraga qualquer climinha country, podes crer. Afinal de contas, eu fantasiava ser o Steve Jones dos Sex Pistols quando era adolescente. Tem punk no caldo, punk clássico - que sempre esteve ali, mas hoje é mais evidente. E tem soul, dub e trilhas de faroestes italianos. Tem tudo isso. Só não tem anos 80, eu particularmente acho os anos 80 um saco. Revival anos 80 pra mim é pior ainda. Eu vivi bem os anos 80, eles não foram tão sensacionais como hoje em dia dizem por aí.
Karen: E as músicas novas (uma mais psycho e uma mais turma do bar irlandes...)
Cassiano: Você deve estar confundindo as canções. Uma nova é Forest Land, do Scheinkmann. Ele quis fazer uma música tipo "Bad Folks" clima western, e acabamos transformando a coisa num western de mortos- vivos. A outra nova é uma bem romântica do Caio, que nas nossas mãos ficou bem potente. São duas canções excelentes.
Karen: Já pensaram na hipótese de fazer um disco?
Cassiano: O problema de fazer disco é grana. O que a gente chama de disco, a idiótica indústria cultural brasileira chama de demo, só porque o disco não foi pra fábrica, não está registrado, essas coisas. Isso é ridículo. Mas a verdade é que se vc quer ter um alcance maior, tem que, mais cedo ou mais tarde, fazer um CD com tudo legalizado e certo. mas pra isso, precisamos de grana. E grana é algo que a banda não tem. Olha, vendi um carro pra pagar nossa mini-turnê européia, eu é que não vou gastar mais. Então a gente pode ir gravando aos poucos, o que temos feito, e uma hora, quando tudo estiver pronto, a gente dá um jeito de lançar. mas isso pode demorar 6 meses, um ano, dois anos...não temos pressa à essa altura. Os planos prum disco são incertos. Agora, música nova na Internet pra qualquer um baixar de graça, isso vai acontecer bem logo. Aguarde.
Karen:Que acham da idéia de um produtor influenciar no som da banda?
Cassiano: Acho ótimo. Só que o único produtor consenso na banda seria o Daniel Lanois, que só produz o que quer e pra quem pode pagar. Com uns 500.000 dólares acho que dá pra ter um disco produzido pelo Lanois - se ele for gente fina com a gente e quiser dar uma mão. Mas isso está muito longe de nossa realidade. Pagar 1000 reais já seria uma dificuldade. Nós somos bons produtores. Se esse fosse um país sério, no mínimo eu e o Guto estaríamos ganhando um troco produzindo bandas alternativas. Tenho certeza disso.
Karen: Gostria de saber um pouco dos projetos paralelos de cada integrante? E o que acrescenta em matéria de criação para o BF?
Cassiano:Sem querer parecer muito pretensioso, mas já sendo de cara, acho que existe muito poucas bandas como o Bad Folks por aí. Cada Bad Folk tem sua própria maneira de criar e encarar a vida, então isso acaba sendo refletido no nosso trabalho, que é multifacetado. O Caio é bem melódico e tem uma maneira bem peculiar de abordar as coisas. Ele terminou agora seu disco, que deve sair em breve. Ele tem aquele negócio bem dele, uma mistura de rap com folk e música brasileira. O Scheinkmann tem o Vox Orchestra e roubou muitas canções minhas e o nome de minha banda, Bestas, pra fazer seu própio lance. Não tem problema: ele vai pagar direitos autorais. Bem, o Scheinkmann é um genuíno punk dos pinheirais. O Guto está indo bem com sua banda Constanza, bem legal. E eu estou me preparando pra gravar meu disco com uma banda porreta (Jansen, Coelho, Torrone, etc.). Vai ser um som bem diferente, com bastante soul e loucuras intergaláticas. Quero lançar até Junho.
Karen: Quais serão os novos caminhos do Bad Folks se em um próximo momento..(mudarão o som ou continuarão na idéia inicial de fazer boas canções inspiradas na folk music, IRISH e no rock´n roll, ETC)?
Cassiano: Não pensamos muito nisso nos últimos tempos. mas veja bem: eu decidi tocar sempre vestido de preto. Isso deve significar alguma coisa. Estamos cada vez mais pra Catalépticos e Motorhead do que pra Belle and Sebastian e Magic Numbers, apesar ds tentativas do Caio de nos amaciar um pouco - ele sempre reclama do volume de nossas guitarras. Por mim, não é só na roupa a negritude: quero botar mais black music no som e misturar isso com o esquema branquelo. Quero deixar bem claro que, quando falamos de influência Irish, não é daqueles velhos bêbados nazistas nem de seus netos skinheads que saem quebrando todo mundo. Meu esquema Irish, por exemplo, tem a ver com os irlandeses que se tornaram piratas a partir do século XVIII, deixando a cristandade pra trás e abraçando todas as formas libertárias de vida e crenças possíveis, inclusive o velho tirar-dos-ricos-pra-dar-pros-pobres (eles geralmente eram muuuito pobres). Esses cães do mar tinham toda sua iconografia e há uma música associada também. E também há as Rebel Songs contra o domínio britânico e a consciência de que se a vida é breve como um sonho, melhor viver esse sonho com um bom brandy na mão. Tipo Keith Richards, pra mim o maior pirata irlandês de todos os tempos, mesmo que não tenha saqueado muitos navios por aí. Essa é a nossa influência Irish, que vai aparecer nas próximas músicas lançadas: piratas irlandeses pintando e bordando por aí.
Uma coisa que não tem muito a ver com isso, mas vale dizer: esses dias eu estava com um amigo meu atrasado musicalmente. Peguei uma carona com ele, que estava ouvindo Pantera. Perguntei: "Por que você escuta essa merda:" ele disse: " porque isso é som de macho!!!" então eu tirei o Cd do som e botei um do Marvin Gaye que estava na minha mochila. "Isso sim é som de macho. De macho de verdade, que faz a mulher gozar e se importa com os sentimentos dela e com os seus. Macho de verdade pra fazer um som assim, tão cheio de sutilezas femininas. Isso sim é som de macho". Ele concordou e baixou a bola.
Karen: Fale mais do morro do canal e o que ele traz de influência no som de vocês
Cassiano: O Canal é nosso lar. Precisamos nos isolar pra sentirmos que tudo isso vale a pena.Tenho muita pena de quem fica na cidade todo o tempo e não vai respirar um pouco no mato. Por mais que um monte de bobos não concordem, a verdade é que o ser humano viveu mais tempo no mato do que na cidade, então, quem fala que adora cidade e odeia mato só pode estar doente. No Canal, nós compomos, trocamos idéias ou simplesmente nos divertimos. Nosso som é um som de montanha, se vc sobe montanhas com regularidade, tem uma maneira diferente de encarar a vida.
Karen: E o equipamento? Escalada, som, tão satisfeitos?????
De equipamento melhorou muito, mas ainda falta amplificadores decentes e guitarras extra. Eu estou na pior situação de equipamento na banda, não tenho dinheiro pra comprar nada, mas vamos levando.
Karen: Qual é o set list daquele show incrivel que eu vi?
Cassiano: Não lembro. O Caio deve saber. Teve todas dos discos mais umas novas.
Karen: me fale das musicas novas, aquela que parece um paredão de guitarras e vocais e aquela do sheinkman, fale bastante, fale com gosto.
Cassiano: Paredes de guitarra, deve ser a minha - Cerebellum & Co, que você chamou de uma música macha. Bom, não tinha pensado nisso, no sentido comedor com certeza não é. Liricamente, ela é surrealista, porque foi escrita literalmente durante uma exposição/retrospectiva surrealista de André Breton. Musicalmente, ela poderia ser bem revolucionária, é um estilo por si só - dois vocais juntos o tempo todo e a pegada das guitarras. É engraçado: o Branco chama essa música de "A Heavy Metal". O Guto também. - Ei, vamos tocar a Heavy Metal. É como eles a chamam. O Guto se inspirou em Iron maiden pra fazer o baixo. Pode ser meio heavy metal, no sentido Teenage Fan Club - Metal Baby. Gosto dessa música, se ela fosse gravada por uma banda conhecida seria um super hit mundial.
A do Scheinkmann, Forest Land, foi feita um pouco pensando no nosso lado Capo, western gótico. Essa é a idéia: cowboys góticos. Mas as letras falam da fase que o Scheinkmann está passando, querendo cair fora, se enfurnar na floresta da serra do mar ao invés de ficar bebendo até cair nos bares da cidade. Acho que é reflexo de se estar apaixonado...
A do Caio ele já deve ter falado. O Caio faz músicas do tipo Strokes melhor que os Strokes. Eu sempre digo que é uma injustiça com o mundo da música a gente ficar aqui em Curitiba. E eu to falando sério: a gente é grande demais pra essa cidade, sem pretensões. Eu to a fim de provar isso; acho que o Caio ta mais a fim de cuidar do filho dele que está pra nascer essa semana.
Karen: e mais um pouco sobre estas composições e sobre o que vc achou do clipe
Cassiano: Para quem não tem as mesmas referëncias que a gente, o clipe pode parecer incompreensível. Mas semana passada, mostrei ele pra dois poetas dos anos 80, bebuns da turma do Leminski. Eles sacaram na hora. O clipe foi feito sem grana e na pressa. Levando isso em consideração, acho que ficou melhor que eu esperava. MAS a porra da MTV não está preocupada com o que rola de genuíno no Brasil, só com o jabá que recebe das grandes gravadoras e gravadoras indie de fachada. Por isso, depois de o clipe passar apenas 2 vezes em 2 meses, desisti de fazer o jogo deles - que foram quem tinha pedido um clipe nosso pra ilustrar alguma coisa que sei lá o que era. Cansei da caipirisse luso-brasileira paternalista. Fodam-se todos. A gente vai seguir fazendo as coisas pra nós mesmos e divulgando pela internet e via meios alternativos mesmo. Só o fato de bandas legais dos EUA, Grã Bretanha e do Brasil estarem nos mandando mensagens positivas na nossa página do My Space já vale mais que qualquer porra de MTV Brasil. tem gente legal lá, mas a política da emissora é simplesmente nauseante.
Karen: interrompa pra contar um caso interessante da banda ....
Cassiano: Não tem muitos. Acho que a coisa mais interessante que aconteceu com a banda foi nossa aventura espanhola. Mas isso já foi contado pelo Franz. Teve uma vez que fomos convidados pra tocar numa festa no pé do morro do Canal em Piraquara para os moradores da região. No começo, eles estranharam, mas depois de duas músicas os pessoar começou a dançar. Até hoje perguntam quando a gente vai tocar de novo lá. Ah, teve a vez que a gente foi tocar na festa de confraternização dos funcionários da Vivo numa estância. No final do show, o Caio falou o que a gente tinha pensado em falar mas não tinha se decidido se ia. Ele disse: - bem pessoal, legal estar aqui, mas eu preciso desabafar: meu celular Vivo é uma merda, ele não pega em lugar nenhum. Po, por que a Vivo não pega em lugar nenhum - e aí foi vaia, jogaram folhas de repolho na gente e tinha fila de funcionário no lado do palco pedindo explicações ou querendo examinar o celular dele. O mais engraçado foi que tinha uma garota lá que era de maringá, e ela tinha nos visto na televisão em algum lugar e nos reconheceu, achando que a gente era super-famoso. Eu dei autógrafo pra ela e tirei foto com ela e tudo, me senti um superstar. Ela até perguntou se tinha um site fã-clube da gente pra ela participar.
Karen: fale da banda na europa, pode resumir em 5 frases pontiagudas
Cassiano: Bons vinhos a preço de banana. 92 Graus com infraestrutura de gringo. A certeza de que quem não viaja fica retardado. Amostras de que qualquer um que goste do que faz e acredita no que faz pode fazer até espanhóis que acham estranho músico brasileiro não tocar samba fazer air guitar durante seu show.
Karen: fale o que quiser dos seus comparsas sobre:
Caio: Para o Caio, tudo sempre está OK
Guto: para o Guto, nada está muito OK, mas dá pra melhorar com esforço. Pra mim, a questão pra ele é saber se vc está a fim de melhorar mesmo.
Sheinkmann: Para o Scheinkmann, se tudo não está OK, vai estar logo. É só relaxar.
Branco: Para o Branco, tudo é uma merda, a não ser que envolva mulheres, bebida e comida de graça e Nick Cave.
Karen: fale um pouco do que você sente quando toca com eles
Cassiano: Eu me sinto muito bem no palco com eles. parece que funciona. Se às vezes não funciona fora do palco, na hora do show é perfeito. Melhor do que o contrário, com certeza. A velha questão do que é mais importante: a convivência diária ou o sexo.
Karen: fale da influencia das suas amadas na banda (afinal todos sabem que por tras ou pela frente de grandes machos existem grandes guapas!)
Cassiano: No meu caso, a Lu me ajuda muito. Ela tem sempre opiniões pertinentes sobre o som que estou fazendo, mas quando o caso é o Bad Folks, ela fica mais afastada. O complexo de Yoko Ono ataca mais no Brasil, país subdesenvolvido no quesito indústria cultural, do que nos países ricos. O que tem de amigo maue desistindo da música porque a mulher pede pra ele arranjar um emprego decente e ganhar dinheiro...graças a Deus, esse não é o caso de nenhum Bad Folk. Eu sou músico e não estou mais no controle. è Deus quem me manda tocar. Não quero discutir com ele.
Karen: algum segredinho na manga, uma musica tema
Cassiano: Estou bem animado com nosso futuro musical, seja solos ou com a banda. Mas tudo vai depender de nossa capacidade de se desgrudar de Curitiba - não dá pra se contentar em ser elogiado no James por piá bêbado, quando o som que vc faz ou pode fazer tem potencial pra sair daqui. Falei pro Caio - leva teu disco pras gravadoras no Rio e SP, se ninguém quiser lançar, o que acho difícil, pelo menos vc pode ter suas músicas gravadas por intérpretes famosos brasileiros. Tenho certeza. Tem que meter a cara, gente muito pior se dá bem porque mete a cara. Eu não quero ficar tendo que ter emprego pro resto da minha vida pra sustentar minha paixão pela música. Quero viver da música, e viver ela, 24h por dia, ganhar grana com ela, poder desenvolver meu som ao máximo por estar focado nisso. E claro, quero viajar pra tocar. Tipo, Junho - turnê nos States, Julho - Japão, Agosto - festivais Europeus, Setembro - turnê no Brasil. É só isso, tocar no 92 Graus de Tóquio, no Motorrad de Melbourne, no Aeroanta de Toronto. E ter um tempinho pra subir umas montanhas no Oregon - isso é básico.
Karen:seus gostos pessoais:
comida: Chilli, tailandesa e bife mal passado, enquanto posso. Em 2 anos, pretendo me tornar vegetariano.
fobia: aquecimento global, paranóia com epidemias (tenho medo da gripe aviária pracaralho!) e medo de ficar estagnado e encalhado em Curitiba pro resto da minha vida.
músicas que racham o crânio e despedaçam a alma:
Patti Smith - Break It Up
Johnny Thunders - (You Can't put Your Arms around a) memory
Bauhaus - Bela Lugosi's Dead
Bob Dylan - Shelter From The Storm (ao vivo Hard Rain)
Fred Neil - The Dolphins
Joni Mitchell - Chelsea Morning (versão do Fairport Convention é boa pracaralho)
Marvin Gaye - Right On
The Beatles - Getting Better
Leon Russel - Out in The Woods
Joe Cocker ao vivo (Mad Dogs & Englishmen) c/ leon Russel - Cry me a River
Led Zeppelin - What Is and What Should Never Be
Johnny Cash - Johnny Yuma
Nirvana - Breed
Shocking Blue - Love Buzz
oh nao! isso virou um quiz nojento!!!
OK.
Fale sobre suas vidas passadas, pode ser breve, fale sobre EUA, fale sobre natureza e surf :
States - Pode ser que eu volte pra lá logo. Estou me informando sobre como emigrar pra lá legalmente pra viver como artista. Enquanto todo mundo fala mal dos EUA por causa do Bush e de uma babaquisse que todos acham que é coisa de americano, não se ligando que é babaquisse de qualquer povo que esteja por cima (os brasileiros, se um dia ficarem por cima, serão mais babacas ainda!), eu falava bem do país. Podem falar o que quiser: um país que deu ao mundo o Willie Dixon não pode ser ruim.
Eu vivi a viagem americana intensamente no período em que morei em NY. Primeiro porque sempre fui meio americanizado - eu admito - é que sempre tive muito contato direto com o país por causa do meu avô que morou lá e tem um pé lá - comecei a aprender inglês muito cedo, e tinha os meus parentes americanos do lado da família italiana que sempre visitavam ou a gente visitava, e o rock desde cedo - pode perguntar pra minha mãe, meu primeiro disco aos 7 anos foi do Elvis Presley e eu ficava impressionado porque achava que a minha voz era igual a dele! bom, vivi essa viagem americana intensamente, meio que me distanciando de brasileiros em NY, falando só em Inglês, sonhando e escrevendo em inglês, e eu podia ter ido muito a fundo mesmo e estaria até hoje lá, provavelmente casado e pagando impostos. Mas duas coisas mudaram minha perspectiva de vida: uma foi uma série de livros de história do Eduardo Bueno que meu pai me mandou e que mostravam um Brasil muito mais pitoresco e febril, cinematográfico até, do que o que até então eu imaginava que era, então achei que estava perdendo muito tentando suprimir minha ligação com o Brasil. Concluí que se o Brasil tinha coisas legais pra serem descobertas pelo mundo e principalmente pelo seu própio povo, eu não podia perder essa. A segunda coisa foi a chegada da minha então namorada, Soraya, que não estava comprometida com a aventura como eu estava. Quando ela decidiu que já tinha dado pra ela sua experiência americana, ela me convenceu a voltar com ela, e eu acabei voltando. Hoje eu nunca teria feito aquilo, me desfazer de tudo o que eu havia conquistado em termos de liberdade pessoal pra voltar pra terrinha. Pelo menos fomos direto pra Bahia, onde felizmente nos separamos e pudemos desfrutar do que a Bahia tem de melhor: sexo fácil com estranhos.
Natureza: eu já te disse antes, eu ainda não acredito ser normal alguém não se sentir bem na natureza. Nossa espécie viveu no mato por o que, 15, 20 mil anos, até mais, isso está nos nossos genes, então não me venha dizer que vc se sente bem no meio do asfalto e da poluição e que o mato de faz se sentir mal que eu vou te dizer que vc tem um problema sério. Gosto mais de árvore do que de gente, pelo menos prefiro estar num lugar cheio de árvore do que num lugar cheio de gente, o que não quer dizer que eu saia por aí abraçando árvores, mas eu nosso fazer isso se for o caso, para o deleite do Branco que vive gozando da cara de bicho grilo. Tudo começou quando eu era criança e me tornei escoteiro. O surf é extensão disso, estou bem parado agora, faz tempo que não surfo, desde o ano novo, mas eu realmente acredito no surf como um esporte que pode transformar sua vida positivamente. É claro que tem os playboys e os babacas, mas a percepção de que todo surfista é assim é uma injustiça com os caras legais, que estudam, lêem, trabalham e quando estão a fim de se sentir bem praticando um esporte vão surfar. A percepção de que surf é coisa de playboy é uma coisa bem de Curitibano e paulistano, porque só playboy pra ter carro e grana pra ir pra praia sempre que pode. Agora, vai pra Floripa one dá pra ir a pé pra praia e vê os maloqueiros que surfam, os professores de física, até os vovôs, como pode ser conferido na Praia do Rosa. O surf é excelente para o corpo como esporte e para o cérebro também, porque vc tem que lidar com um elemento imprevisível e muito forte que é o mar e aprender a lidar com ele e usar a energia dele pra seu benefício - no caso, não a energia cósmica, mas a energia da onda mesmo, que faz vc ser impulsionado pra frente em cima da prancha. O Jack London era surfista. Taí um bom motivo pra surfar.
Fale do seu amigo Franz Calcutá, porque ele é assim, Cassim?
Ele é assim porque faz o que quer da vida e tem grana pra bancar suas viagens, nem que seja viajar no roque curitibano - que ele insiste em dizer que é o melhor do mundo - e olhe que ele é de Joinville. Ele está atualmente trabalhando na África do Sul, quando ele voltar eu boto você em contato.
Ele te domina, ele é teu muso?
Nem fodendo. Não sou gay. Eu simplesmente o invejo.
Fale sobre a rádio, adoro aquele seu programa que passa sábado antes da meia-noite, sua pesquisa musical lá é foda, quer falar disso?
Coloco o que estou a fim e não posso em dia de semana. Não rola tanta pesquisa, eu uso o que acumulei durante esses anos todos. Espero que as pessoas escutem, porque sinceramente, esta deve ser a unica rádio que toca Wire e XTC sempre! Se alguém reclamar que não tem roque decente em rádio curitibana, tem que levar porrada! afinal, são 4 horas de roque pauleira por sábado! (das 20h à meia noite).
Se achar algo que queira dizer mais diga já, estou acabando a matéria, queria uma foto sua de chapéu e camisa florida ou com charuto e botas de esqui, ou simplesmente fotos que você gostaria que fossem publicadas!
Ih, to meio mal de foto. É melhor você tirar uma
um beijo
Outro
acervo Franz Calcutá!
CAIO MARQUES FALA - O PAI DO ROCK - O PAI DE SANTO DE TODOS OS SANTOS DO ROCK
Parabéns pelo filho Caio Marques!
Notei que você curtiu a música no último show do Bad Folks. Fiquei bem feliz. por esse motivo vou abrir o jogo. vou falar exatamente tudo o que pensei quando compuz "Secret Girl". bem, a princípio eu queria uma música meio repetitiva, algo meio Sufjan stevens, fiery furnaces, aí comecei dó maior com uma pequena variacao harmonica, tipo um riffzinho dissonante que se resolve no própro acorde. bom, não consegui ficar só nisso e vi que o riff terminava bem em um mi menor com o baixo descendo cromaticamente até o próprio dó. assim tudo comecou. a melodia que encaixou bem dessa harmonia me lembrou um pouco neil young. e o ritmo tinha que ser tipo otis redding, stax, motown. só que precisava de um refrão e eu sou meio que viciado em bridge, aquela parte da música que prepara para o refrão. se você notar bem, todas as minhas músicas tem bridge. então no bridge eu me inspirei em shipbuilding, do elvis costello, e no refrão eu me inspirei totalmente em beach boys, principalmente no disco surf's up. E foi isso. a letra é sobre um cara que tenta explicar para a namorada que aquela outra não significava nada para ele e coisas desse tipo, papo magro. a música não ficou repetitiva como era minha intenção inicialmente.
Mas gostei do resultado. Ei, Karen, aproveite e ouca uma amostra do meu disco solo,
no www.myspace.com/caiomarques.
Algumas Influências do Bad Folks:
Bob Dylan, Beatles, Johnny Cash, Woody Guthrie, Leadbelly, Kinks, Fairport Convention, Incredible String Band, Nhô Belarmino, Wilco, New York Dolls, Pogues, The Clash, Television, Velvet Underground, The Band, Hawkwind, Neil Young, Sonic Youth, David Bowie, Big Star, Pixies, Jim O'Rourke, Gomez, Flaming Lips, Billy Bragg, Cartola, Noel Rosa, Mutantes, Tim Maia, Música Tradicional Irlandesa, Escocesa, Americana e Brasileira, Jorge Ben, Tom Jobim, Burt Bacarach, Eddy Grant, Bill Withers, Motown, Stax, Otis Redding, Faust, The Zombies, Swervedriver, T.Rex, Robert Crumb & the Cheap Suit Serenaders, Can, Nick Drake, Bert Jansch, Stevie Wonder, Ryan Adams, David Gray, Beck, Black Sabbath, White Stripes, Beach Boys, Byrds, Talking Heads, Captain Beefheart, Beijo AA Força, Tom Petty, The Traveling Willburys, Roy Orbison, Elvis Presley, Led Zeppelin, Hillbilly Rawhide, música tradicional da polinésia, Fandango parnanguara, Aurius.
Domingo, Novembro 7
Quarta-feira, Outubro 27
O Sapo Voador Esquizofrênico
Veja antes um pouco de Martin de Thurah, um presente divino do meu pai @andresakr
Se você não dormiu, pelo menos relaxou. Eu relaxei. Tenho que confessar que a Lua tava linda no céu de Brigadeiro e me acalmou assim como as notas da Plenitude desta música. A palavra da hora é a plenitude. Música Plena, massa.
Os demônios estão se esvaindo como larva leve e sem pavor. Hora de seguir a minha intuição, amigo sapo. Fazer alianças sólidas, realizações combinam muito com o momento. Saturnália Esquizofrênica, colisão, espero...
Sapo Evil da política brasileira. O que significa aquele debate? Sem comentários. Siga meu Twitter de autoajuda cáustica e leia os tags que fiz para #debatedelirante (@karentortato) e perceba que ter candidato que confunde Prisional com previdencional é o fim da baiúca caiada em pé de morro aterrado pelo Incra.
É o fim do mundo, minha gente. Se discute o Sal na pré história, o céu e o sul? Se discute o quê? Se discute, se distrai...Foco nela!
Se digamos, estamos num sistema feudalístico, se digamos, estamos também numa encrenca. Como disse o @aguiaredu sobre o petróleo - estamos em maus lençóis...fecha isso.
Deixa eu voltar pro meu foco então, Acuio. Não me distraia com essa Lua geminiana de novo, povo...
O tema hoje é PAIXÃO. O cartunista pode ser?

Falando com um senhor mais velho que eu e mais experiente outro dia, um advogado, seu José Maria, repeti a ele o que eu disse no jogo para meus correligionários torcedores:
- O que ocorre é o infantilismo do homem adulto moderno!
O homem moderno não pode mais fazer nada, não pode fumar ao ar livre sem cercadinhos, não pode falar, se expressar, tudo é censurado, inclusive, não pode também na Internet. Casa civil, Casa da dinda...o homem adulto acabou e o que resta são meninos de barba burocratizados com medo de se entregar à paixão..falta cronistas nos jornais que escrevam com paixão...Nelson Rodrigues se revirando no caixão.
O medo do outro, o medo do medo...Meodeos...
Eu também não quero ser um zumbi...
Sei que eu não disse nada com nada no Livro de Karen Tortato, mas digo mais...
Faça como eu, neste feriado vá se jogar num ribeirão ou numa praia....Solidão...Vou para Florianópolis criar alguns monstros e zumbis.
E como estou numa fase de me revisionar, achei esta foto minha de quando eu entrei na Belas Artes. sim, meu cabelo aí tá natural eu sou BLONDE!

Beijo no sapo que não quer virar príncipe.
A cidade esvazia @caiomarqs
Karen Tortato
azórdem
Tags especiais: #asstag #desista #passional #previdencional
Quinta-feira, Outubro 21
Buááá Noite, Boooom Dia! Astrofagia do Futuro
Saturnálicos voadores!
Astrofagia é o ato de engolir planetas, Luas e estrelas, abocanhar o universo, mêmo!
Em prima pasta quero nos parabenizar a nós mesmos, haha. Acuio e sua equipe espacial donde faço parte, à bolonhesa, porque estamos entre os 30 MAIS VOTADOS NO TOP BLOG!
Salva de palmas (gritos, uivos, astronaves no céu, raios, cometas, maré enchendo, maré esvaziando, barriga roncando), salvem-se e votem AQUI. A salvação não está nas tabuletas no velho barbudo e sim aqui no microcosmos recheado de asteróides e cometas inflamados prontos pra atingir sua mente e seu coração! (mais palmas!)
O céu uiva, urge, se soma, se subtrai, se condensa e se expande! O céu clama, Lua em Peixes e meu objetivo desta lunação pode ser o seu também!
Seguir os conselhos da távola redonda do sul de Júpiter: renda-se ao benfazejo de O SER O QUE VOCÊ É. Se ame, se assume, se PLUTE! Conquiste o seu território com menos bombas atômicas! Mais paixão no que faz, menos drogas pesadas, menos líquidos néons e mais AMOR! Mais gols, mais Aleixos, menos gosmas sufocantes! Mais cachorros e gatos, mais correria e mais calmaria.

A garantia é o privilégio de estar lendo uma revista electrônica de alta voltagem que soube conquistar um público cativo pelo cosmos do cyberespaço e também fora dele. Agradeço às nossas leitoras queridas e ativas que sempre comentam e geram frenesi. Da Kris passando pela Cláudia, Ludmilas e Anas, amamos vocês. Os meinos também porque sabemos que temos uma pá de fãs de cuecas! :)
Pausa pro som na caixa:
Por que sempre o @caiomarqs, Karen? que obcecada! Porque ele é um compositor genial que escreve músicas SUPER CIDADE, SUPER CURITIBA e atingem meu coração como flechas envenenadas, além de me curar e costurar os vazamentos do meu coração! Clap! Valeu Caio Marques, este post é pra tu, amigo!
Foto mais linda do ano que traduz a minha felicidade e ainda mais do lado de uma pessoinha que amo!

Eu e Alanis da @anneloise um pouco antes de eu ir pro jogo do meu time!
"Nunca deixe um estudante Erasmus usar teu computadore": Bruno Aleixo
"Os homens que usam brinco são drogados!" Bruno Aleixo
Beijos portugueses
Karen Cosméctologia Tortato
Astrofagia é o ato de engolir planetas, Luas e estrelas, abocanhar o universo, mêmo!
Em prima pasta quero nos parabenizar a nós mesmos, haha. Acuio e sua equipe espacial donde faço parte, à bolonhesa, porque estamos entre os 30 MAIS VOTADOS NO TOP BLOG!
Salva de palmas (gritos, uivos, astronaves no céu, raios, cometas, maré enchendo, maré esvaziando, barriga roncando), salvem-se e votem AQUI. A salvação não está nas tabuletas no velho barbudo e sim aqui no microcosmos recheado de asteróides e cometas inflamados prontos pra atingir sua mente e seu coração! (mais palmas!)
O céu uiva, urge, se soma, se subtrai, se condensa e se expande! O céu clama, Lua em Peixes e meu objetivo desta lunação pode ser o seu também!
Seguir os conselhos da távola redonda do sul de Júpiter: renda-se ao benfazejo de O SER O QUE VOCÊ É. Se ame, se assume, se PLUTE! Conquiste o seu território com menos bombas atômicas! Mais paixão no que faz, menos drogas pesadas, menos líquidos néons e mais AMOR! Mais gols, mais Aleixos, menos gosmas sufocantes! Mais cachorros e gatos, mais correria e mais calmaria.

A garantia é o privilégio de estar lendo uma revista electrônica de alta voltagem que soube conquistar um público cativo pelo cosmos do cyberespaço e também fora dele. Agradeço às nossas leitoras queridas e ativas que sempre comentam e geram frenesi. Da Kris passando pela Cláudia, Ludmilas e Anas, amamos vocês. Os meinos também porque sabemos que temos uma pá de fãs de cuecas! :)
Pausa pro som na caixa:
Por que sempre o @caiomarqs, Karen? que obcecada! Porque ele é um compositor genial que escreve músicas SUPER CIDADE, SUPER CURITIBA e atingem meu coração como flechas envenenadas, além de me curar e costurar os vazamentos do meu coração! Clap! Valeu Caio Marques, este post é pra tu, amigo!
Foto mais linda do ano que traduz a minha felicidade e ainda mais do lado de uma pessoinha que amo!

Eu e Alanis da @anneloise um pouco antes de eu ir pro jogo do meu time!
"Nunca deixe um estudante Erasmus usar teu computadore": Bruno Aleixo
"Os homens que usam brinco são drogados!" Bruno Aleixo
Beijos portugueses
Karen Cosméctologia Tortato
Sexta-feira, Outubro 15
MORTE
Segunda-feira, Outubro 11
KeBib
Iive um sonho mágico hoje. Muitas vezes meus sonhos me fazem acordar chorando de alegria, como nesse caso. Preciso somente tentar amarrar os fatos pra não parecer uma lunática.
Afinal, sonhos são anseios de desejos triviais, como sempre digo e sua mente libera paranóias. Yo!
A Bianca é uma garota de 10 anos que me encantou completamente e se tornou um personagem dos meus sonhos com crianças e o meu amor por elas.
Hoje eu estava com ela num parque enorme que me lembrava muito o Parque Barigui aqui em Curitiba. Ela estava com um vestido azul muito parecido com o da Alice no livro Alice atrás do Espelho do Lewis Carrol, que adoro e um dia pensei em comprar pra ela o livro ilustrado, que é de capa dura e tem imagens lindas com gravuras em metal. Só que daí não a conhecia muito bem e achei que poderia ser um livro perturbador na questão fantasia. Melhor esperar. Comprei o Meu Querido Diário Otário sem saber que ela tinha quase todos os volumes.
Volto ao sonho porque preciso transcrevê-lo por causa das riquezas dos detalhes e mensagens codificadas sobre coisas que irei fazer com arte.
Estávamos na grama com muitas pessoas em volta, parecia um evento grande circense, mágicos, crianças e piscina de bolinhas. A gente teria que pintar um painel ao vivo, nós duas. Ajoelhamos no chão e o desenho veio como mágica. Sabe quando o desenho animado funde com o filme e se misturam as cores da tinta na tela de cinema. As tintas simplesmente voavam na nossa mão e o desenho que em breve executarei é a Alice do livro entrando num portal com fundo azul muito forte e gramado verdinho, ela parada na pose clássica de Alice se confundia com nossas posturas de total surpresa ao ver o desenho grande. O painel crescia e ficava gigante. As pessoas ficaram completamente extasiadas nos olhando e os sentimentos que me lembro era um misto de admiração e até dores de cotovelo porque ficou realmente lindo de Morretes.
A cena muda inexplicavelmente e isso é comum no estágio R.E.M do sono, que era onde eu acho que estava. Estávamos numa sala do Solar do Barão, ela sempre comigo como se a conhecesse à mais tempo, em outra vida, não sei explicar. Talvez ela tivesse sido minha filha, minha irmã, minha amiga...
No Solar do Barão estávamos no atelier de Gravura onde fiz gravura na Belas Artes e continuei fazendo metal. Os desenhos eram meio paleolíticos. Os temas eram surreais sempre na fantasia infantil. Eram coelhos, sempre coelhos...Era Alice presente de novo esgueirando-se numa placa de cobre. A Bianca ajudava a cravar a ponta seca na maciez da cera que envolvia a placa (técnicas de metal, isso)...não cabem explicações.
Depois de novo as pessoas olhavam extasiadas. Sinto que se eu fizesse uma exposição de arte com esta garotinha ia ser muito legal, hahahaha
Os desenhos não paravam de fluir e lembro de cada um deles e daí fui fazer as matrizes virarem cópias na prensa, ela me ajudava como se sempre quisesse muito fazer isso...arte!
Ela desenha muito bem, aliás, melhor que eu, se a treinarem ela será uma grande ilustradora, sério!
A cena de novo muda miticamente, delicadamente estamos numa rua movimentada. Acho que esperando o pai dela vir a buscar porque eu estava meio no papel de baby sitter amiga, era isso. Mas a Bianca sai correndo e eu fico desesperada, desço a rua atrás dela e ela corre muito rápido, parecia um coelho difícil de alcançar...o sentimento de perda e imaginar isso me fez derrubar o travesseiro.
Alí está ela. Ela esta na frente de uma portinha daquelas apertadas que vendem algo, uma coisa só. Eram Kebabs. Derrepente ela está fazendo kebabs e as pessoas se enfileirando para comprar. Ela está comigo fazendo Kebabs de carne de carneiro que a carne do meu tipo sanguíneo, hahaha
Eram os KeBibs da Bianca e da Karen. Daria um nome bom prum negócio. Kabibs e Kebibs...
Volta prum ambiente interno, uma sala, a sala da casa do pai dela. Ela chora muito mesmo e a abraço, conta coisas que a incomodam e eu prometo a ela sempre que puder levar um mimo, um conforto, um presentinho e digo a ela que por mais que a vida, escola, as coisas as vezes não sejam como a gente quer, serei sua amiga, sua fada madrinha e a protegerei e quando ela precisar estarei por perto.
Não sei explicar porque isso acontece, mas o inesperado é sensacional.
Beijos
Karen
P.S: o desenho do coelho fiz na porta da casa do André Sakr onde tenho um espaço de arte lá pra me divertir nas noites que não suporto ficar sozinha aqui.
A pintura linda de Morretes em giz foi o Paia que fez, o Rodrigo Oliveira que morava anos em Londres e hoje tem uma fihinha chamada
A L I C E
Quinta-feira, Outubro 7
Comment Te Dire Adieu?
Sous aucun pretexte
Je ne veux
Avoir de reflexes
Malheureux
Il faut que tu m' explique un peu mieux
Comment te dire adieu
Mon coeur de silex
Vite prend feu
Ton coeur de pyrex
Resiste au feu
Je suis bien perplexe
Je ne veux
Me resoudre aux adieus
Je sais bien qu'un ex
Amour n'as pas de chance ou si peu
Mais pour moi une explication voudrait mieux
Sous aucun pretexte
Je ne veux
Devant toi surexposer mes yeux
Derriere un kleenex je saurais mieux
Comment te dire adieu
Comment te dire adie
Tu a mis a l'index
Nos nuits blanches nos matins gris-bleu
Mais pour moi une explication voudrait mieux
Sous aucun pretexte
Je ne veux
Devant toi surexposer mes yeux
Derriere un kleenex je saurais mieux
Comment te dire adieu
Comment te dire adieu
Sob qualquer pretexto
Eu não quero
Ter reflexos
Estou Infeliz
Você tem-me explicar um pouco melhor
Como você diz adeus
Meu coração de pedra
Rapidamente pega fogo
Seu coração pirex
Resistente ao Fogo
Estou muito confusa
Eu não quero
Resolva dizer adeus
Eu sei que um ex-O amor não tem chance, ou muito pouco
Mas, para mim uma explicação melhor seria
Sob qualquer pretexto
Eu não quero
Antes de expor demais os meus olhos
Atrás de um lenço de papel que vou conhecer melhor
Como você diz adeus
Como se diz Adeus
Você coloca o índice
Nossas noites sem dormir nossa manhã cinza-azul
Mas, para mim uma explicação melhor seria
Sob qualquer pretexto
Eu não quero
Antes de expor demais os meus olhos
Atrás de um lenço de papel que vou conhecer melhor
Como você diz adeus
Como você diz adeus
Excessiva demais
Je n'ai pas d'excuse,
C'est inexplicable,
Même inexorable,
C'est pas pour l'extase,
c'est que l'existence,
Sans un peu d'extrême,
est inacceptable,
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise
Y'en a que ça excède, d'autres que ça vexe,
Y'en a qui exigent que je revienne dans l'axe,
Y'en a qui s'exclament que c'est un complexe,
Y'en a qui s'excitent avec tous ces "X" dans le texte
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise, (ouais).
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout exagère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Excessivement gaie, excessivement triste,
C'est là que j'existe.
Mmmm, pas d'excuse! Pas d'excuse!
Quarta-feira, Outubro 6
Alianças fortes e desprendimento neural
Cante!
Carta para meu amigo Cassim.
"Sim, Cassiano (meu amigo e ídolo da juventude), as alianças estão ficando cada vez mais fortes. Hoje as pessoas montam cooperativas e o trabalho flue como um rio. A Lua favorece e a semana agradeçe. Eu estive em lunação total de Libra e olha o que deu. Uma fusão experimentalista dos nossos planetas. Nossas Luas capricornianas criaram este novo evento paranormal de arte e música. Fora isso, o cotidiano foi bem menos aguadeiro e o Sol voltou aqui na terra do Pinheiral com tudo. Fiquei sócia da Baixada e meu lado "leoninoso" está aparente. Um Mercúrio desatinado me trouxe de novo as lembranças da minha adolescência. Eu era um guri no meio dos rapazes. Como foi maravilhosa minha adolescência e como devemos amar nossa essência. Lutar pelos nossos sonhos e ser como Bob Dylan disse. Você me disse: "A felicidade não está nos meus planos!". Hold Down, I´m calling....
Não mudarei uma vírgula do que eu sou , falei pra você, né? Sou uma parasita social que furuncula as pessoas!
Será uma catástrofe!
Te disse que eu gosto mesmo de "causar', gosto de espetáculo, gosto de apavorar. Sutilezas e sortilégios não são palavras que conheço. Vamos aforra, agora, amigo, vamos criar, monstros submersos deste pântano cheio de tons de verdes. Vamos unir um milhão de amigos nesta Saturnália e queimar os cartuchos todos de uma vez só no tédio da vida burguesa. Vamos que vamos!
[caption id="attachment_10708" align="aligncenter" width="300" caption="Karen aos 16"]
[/caption]Eu com 16 anos já estava assim! Na foto eram todos paranistas, menos eu.
Amigo de anos, ídolo de matineés, vamos por fogo (

Karen Tortato Feliz prá caral...
Esta carta é para meu amigo célebro cozido Cassiano Fagundes (@cassimf). Esta semana dedico à ele e ao meu amigo @andresakr pelas idéias, músicas e inspirações, pela efetivação de idéias e unificação da Alemanha. Pelo nosso sucesso e porque somos FPC.
Acuio, a Lua em Libra me deixou mais virginiana e equilibrada, você sempre tem razão!
Segunda-feira, Outubro 4
Dicas de felicidade e palito de dente
Quando eu me apaixono...
Fico cerebralmente e irritantemente produtiva!
quero escrever, desenhar, pintar e cuidar de árvores semi automáticas,
extintas...
Karen, I'm not taking sides
I don't think I'll ever do that again
I'll end up winning and I won't know why
I'm really trying to shine here, I'm really trying
You're changing clothes and closing windows on me all the time
Well, whatever you do, listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone into America
Whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone
Karen, we should call your father, maybe it's just a phase
He'll know the trick to get a wayward soul to change his ways
It's a common fetish for a doting man
to ballerina on the coffee table cock in hand
Well, whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone into America
Whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone
Without warm water in my head
All I see is black and white and red
I feel mechanical and thin
Hear me play my violin again
I'm living in the target's shoes
All I see is black and white and blue.
Idle, idle, idle, idle, protect the nest
Protect the title
Karen, put me in a chair, fuck me and make me a drink
I've lost direction, and I'm past my peak
I'm telling you this isn't me
No, this isn't me
Karen, believe me, you just haven't seen my good side yet
Well, whatever you do
Listen. you better wait for me
No, I wouldn't go out alone into America
Whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone
Without warm water in my head
All I see is black and white and red
I feel mechanical and thin
Hear me play my violin again
I'm living in the target's shoes
All I see is black and white and blue
Idle, idle, idle, idle, protect the nest
Protect the title
I must be me, I'm in my head
Black birds are circling my bed
I must be me, I must be me
Black feathers are falling on my feet
Idle, idle, idle, idle, protect the nest
Protect the title
quero escrever, desenhar, pintar e cuidar de árvores semi automáticas,
extintas...
Karen, I'm not taking sides
I don't think I'll ever do that again
I'll end up winning and I won't know why
I'm really trying to shine here, I'm really trying
You're changing clothes and closing windows on me all the time
Well, whatever you do, listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone into America
Whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone
Karen, we should call your father, maybe it's just a phase
He'll know the trick to get a wayward soul to change his ways
It's a common fetish for a doting man
to ballerina on the coffee table cock in hand
Well, whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone into America
Whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone
Without warm water in my head
All I see is black and white and red
I feel mechanical and thin
Hear me play my violin again
I'm living in the target's shoes
All I see is black and white and blue.
Idle, idle, idle, idle, protect the nest
Protect the title
Karen, put me in a chair, fuck me and make me a drink
I've lost direction, and I'm past my peak
I'm telling you this isn't me
No, this isn't me
Karen, believe me, you just haven't seen my good side yet
Well, whatever you do
Listen. you better wait for me
No, I wouldn't go out alone into America
Whatever you do
Listen, you better wait for me
No, I wouldn't go out alone
Without warm water in my head
All I see is black and white and red
I feel mechanical and thin
Hear me play my violin again
I'm living in the target's shoes
All I see is black and white and blue
Idle, idle, idle, idle, protect the nest
Protect the title
I must be me, I'm in my head
Black birds are circling my bed
I must be me, I must be me
Black feathers are falling on my feet
Idle, idle, idle, idle, protect the nest
Protect the title
Full! Cartas na mesa, blefe e organização!

Bom dia, saturnaliados de outubro. Que bom que chegou o mês de outubro. O mês mais movimentado que já vi, cheio de pessoas fazendo aniversário. Entupido de librianos e aliás, 80% das pessoas que eu conheço são librianos. Adoro!:]
Acordei pensando em cartas de baralho. Me veio à mente os naipes e a sequência de um full de pocker. Porém como pensei nisso e não apostei fichas, descartei o jogo. Me veio uma série desembaralhada. Dor de cabeça, mágica!
Blefei de novo, as cartas maiores voltaram à minha mão. Um par de Ases...asas voadoras, um meio ao sim e um não!
Daí pesando os prós e contras lancei de antemão e tomei as rédeas de uma vez por todas. Joguei com 4 pares de dama.
Cotidiano. Tudo sempre igual, os mesmos azares. A sorte lançada e agora o segundo turno. Mais jogos. Uma emenda e uma bala de menta. Mais balas na agulha, balas e chicletes e apostas menores podem aumentar as suas chances de ganhar!
Pausa pro café. Tomei 3 cafiaspirinas, relutei em acordar, o jogo na cabeça, a sequência matadora voltando aos poucos. Mais um Rei se encolhendo de medo. Que tortura, adoro jogar, blefo muito bem, mas quando penso em equilíbrio, distância o jogo não vem...
Me sacudam saturnálicos. Tenho balas no bolso, balas sem papel. Tenho uma consciência de toda essa melação. Equilíbrio libriano é a ordem do dia esta semana.
Esta vai para o Cassiano Fagundes! @cassimf
Cartas embaralhadas na mesa. Um presságio, um outubro, um naipe. Escolha o naipe? Escolha a função que você quer para sua carta tirada. Os sortudos colhem mais ficha. Porisso, sangue nos olhos agora, força e amadurecimento no jogo.

Dia 23 de outubro vai ter oficina pra crianças. Adoro naipes baixinhos!
Sem jogos, no games.

Com 52 cartas de quatro naipes e um curinga você pode se encontrar e com sorte elaborar as coicidências na sua cabeça. Mentalize e planeje. Escolha o éter, a benzina ou água, remova a gordura da mesa e tire uma carta, faça um castelinho com elas. Volte a sua opinião de trás pra frente. Caçoe do destino, não jogue, não se martirize. Seja elegante, jogue com vigor. Jogue tudo pra cima e vá brincar lá fora, depois que o aguaceiro passar...Vá fazer um tapete de cartas na grama da sua vida!
Viva o jogo do equilíbrio de Libra!
Muito boa semana sem jogatinas, ok?
Karen Às de Espada Tortato
Post de hoje é para ela:

Naipe baixinha liderando o Clube da Canastra!
(desenho que fiz pra uma garotinha muito especial)
Segunda-feira, Setembro 27
Sonhos são anseios de desejos triviais
Sonhei hoje que eu e o André Sakr fizemos um comercial pra NET junto com o russo que é o garoto propaganda. O comercial passa no Youtube e chama-se Exceleeeeeenteeee!. Depois fomos pra igreja ver um "noivado" da Dayane.
Na frente da igreja tinha uma oferenda. Eram luvas cirúrgicas dispostas: a mão de cima era do noivo e a de baixo da noiva, cheias de mato dentro. Entrei de biquini na igreja.
Fim
Para minha consultora e sonhadora @fergis
Na frente da igreja tinha uma oferenda. Eram luvas cirúrgicas dispostas: a mão de cima era do noivo e a de baixo da noiva, cheias de mato dentro. Entrei de biquini na igreja.
Fim
Para minha consultora e sonhadora @fergis
Sexta-feira, Setembro 24
Quantas arrobas valem uma Carne?
POLÍTICAS DE MUNICIPALIDADE
Quantas @@@ valem @karentortato?
Quanto você vale, mermão?
Estava descendo (a Ipiranga com a Avenida São João) quando me deu um clique ao passar na frente da @casalilas (mais arrobas) e resolver almoçar ali, sloooowwwwly.
Correto. Peso do prato: arrobas equivalentes à R$ 4,00. Vacas magras, menos arrobas...
Nada a pensar a não ser contemplar garrafas de cachaças antigas e pensar no meu tio: VAT 66 - @frankvegas (lembra tio, antes éramos apenas bloggers).
Depois de observar as lindas figuras católicas coladas como rótulos nas garrafas estava eu la umbigando sozinha de novo e desviando a torrente de pensamentos para o som no talo que eu ouvia: SONIC YOUTH
Sonic Youth - "Sacred Trickster"
http://www.youtube.com/watch?v=pKlbBgQHPqo
Tudo pronto, almoço leve...pensei no rapaz que sentava sozinho ao meu lado naquele mar de mesas de toalha de chita (xita? chipa?) e que comeu 1% do prato e deixou 3 panquecas inteiras...
Volta a bobina e deixa a chita. Desperdício de arrobas da parte dele...
chita
Ontem à andei com @ACUIO pela XV (15 arrobas de trajeto no chão batido). (Pra quem não sabe, ele é meu astrólogo e parceiro no site onde escrevo meu Livro de Autoajuda de Karen Tortato)...tempo...respira...aparamos na boca Maldita, bem no meio 22 horas.
Encontrei a @lisasimpson hoje, a gente costurou, pagou, trocou abraços...amizade!
Dai despenquei pra rua abaixo mais devagar ainda. Vi um rosto, sorry...quer dizer, eu sorrí. ele não devolveu, não conheceu, esqueceu...
Daí vi o Glaucio, abraço, mais abraço...dia de hugs free...dia de Rita Lee...
Eu fico por aqui pensando no gancho do bordão que eu e o Acuio defendemos ontem na frente do relógio da Boca Maldita:
M U N I C I P A L I D A D E
Segundo o dicionário de origens curitibanas de Karen Tortato a Municipalidade é um sentimento pré-Getulista criado nos anos 20 em Curitiba quando a população não sentia-se segura diante o Governo da sua cidade. Então a prefeitura do Condado instalou alguns presentes "municipalares" pra enaltecer novamente o orgulho "pátrio no átrio e no ventríloco (quê?) das pessoas. Ou seja, discorria-se sobre o medo de meliantes e geravam-se piquetes. A moeda da época, naquela época era a ARROBA! Quanto valia uma arroba por mulher?
Troca-se gado por moça linda?
Ainda não existia a miscigenação no mundo (ouvi isso estes dias, creiam-me leitores vorazes...)
E numa cidade onde não havia crack e arrobas virtuais, havia e sempre ouve a DEMAGOGIA que inspirava este sentimento coxa branca de MÚ-NICIPALIDADE.
Para o povo brioches, pães e várias estátuas plantadas aos sopé do tédio nos prédios.
Uma sugestão:
Leiam as lápides, placas e estátuas, toda sua munição pra enaltecer o sentemento de municipalidade está lá.
Vote Consciente. Semana que vem mais surpresas na rua!
Karen Munícipio de Tortato
Sempre existiu miscigenação aqui, gente!
eu e Alanis pra provar!
Quantas @@@ valem @karentortato?
Quanto você vale, mermão?
Estava descendo (a Ipiranga com a Avenida São João) quando me deu um clique ao passar na frente da @casalilas (mais arrobas) e resolver almoçar ali, sloooowwwwly.
Correto. Peso do prato: arrobas equivalentes à R$ 4,00. Vacas magras, menos arrobas...
Nada a pensar a não ser contemplar garrafas de cachaças antigas e pensar no meu tio: VAT 66 - @frankvegas (lembra tio, antes éramos apenas bloggers).
Depois de observar as lindas figuras católicas coladas como rótulos nas garrafas estava eu la umbigando sozinha de novo e desviando a torrente de pensamentos para o som no talo que eu ouvia: SONIC YOUTH
Sonic Youth - "Sacred Trickster"
http://www.youtube.com/watch?v=pKlbBgQHPqo
Tudo pronto, almoço leve...pensei no rapaz que sentava sozinho ao meu lado naquele mar de mesas de toalha de chita (xita? chipa?) e que comeu 1% do prato e deixou 3 panquecas inteiras...
Volta a bobina e deixa a chita. Desperdício de arrobas da parte dele...
chita
Ontem à andei com @ACUIO pela XV (15 arrobas de trajeto no chão batido). (Pra quem não sabe, ele é meu astrólogo e parceiro no site onde escrevo meu Livro de Autoajuda de Karen Tortato)...tempo...respira...aparamos na boca Maldita, bem no meio 22 horas.
Encontrei a @lisasimpson hoje, a gente costurou, pagou, trocou abraços...amizade!
Dai despenquei pra rua abaixo mais devagar ainda. Vi um rosto, sorry...quer dizer, eu sorrí. ele não devolveu, não conheceu, esqueceu...
Daí vi o Glaucio, abraço, mais abraço...dia de hugs free...dia de Rita Lee...
Eu fico por aqui pensando no gancho do bordão que eu e o Acuio defendemos ontem na frente do relógio da Boca Maldita:
M U N I C I P A L I D A D E
Segundo o dicionário de origens curitibanas de Karen Tortato a Municipalidade é um sentimento pré-Getulista criado nos anos 20 em Curitiba quando a população não sentia-se segura diante o Governo da sua cidade. Então a prefeitura do Condado instalou alguns presentes "municipalares" pra enaltecer novamente o orgulho "pátrio no átrio e no ventríloco (quê?) das pessoas. Ou seja, discorria-se sobre o medo de meliantes e geravam-se piquetes. A moeda da época, naquela época era a ARROBA! Quanto valia uma arroba por mulher?
Troca-se gado por moça linda?
Ainda não existia a miscigenação no mundo (ouvi isso estes dias, creiam-me leitores vorazes...)
E numa cidade onde não havia crack e arrobas virtuais, havia e sempre ouve a DEMAGOGIA que inspirava este sentimento coxa branca de MÚ-NICIPALIDADE.
Para o povo brioches, pães e várias estátuas plantadas aos sopé do tédio nos prédios.
Uma sugestão:
Leiam as lápides, placas e estátuas, toda sua munição pra enaltecer o sentemento de municipalidade está lá.
Vote Consciente. Semana que vem mais surpresas na rua!
Karen Munícipio de Tortato
Sempre existiu miscigenação aqui, gente!
eu e Alanis pra provar!
Terça-feira, Setembro 21
Quinta-feira, Setembro 16
Terça-feira, Setembro 14
O Leão é malvado e a Carne é fraca.
Pessoal, cá estou eu aqui de novo falando impropérios e destilando meu verbo para uma sociedade insaciável e segmentada de vários Sois. Minha pesquisa em ser uma nova Lua está indo bem, obrigada ashtag de astrologia. Depois que adquiri um par de óculos usado em um brechó estiloso dentro de um bazar incrível me transformei de novo na mesma pessoa. E digo. É difícil mudar muito sua natureza, mas você pode decidir por esta ou aquela Lua no seu dia. Eu escolhi deixar a Lua em Capricórnio, que é a minha e da Adriana Calcanhoto e ficar com a Lua em Sagita, que é a Lua do Nietzsche e do Chico Ciência:
Leão! Não consigo imaginarme desenhando um Leão malvado ainda até porque a Lua em Leão começa em outubro e acabamos de sair de uma lunação em Leão, mas estou no caminho do bem, Huarrrrr! Porque eu desenvolvi uma espécie de sentimento rupestre com este signo. Isso tem explicação. É o óculos do amor, minha gente!

Hoje ainda continuo sagitariando de uma forma mais calma, mas com o limite entre o 100% e o 100 mil wolts. Será que existe uma bomba mesmo pra explodir? Estou tomando litros de água que evaporam logo que a bebida desce na garganta. Isso é o efeito vaporetto na alma. Cuidado com a língua pessoal. Hoje a língua é como o penteado da Medusa.

Por onde anda a Vanusa?

As bandeiras continuam atrapalhando a visão periférica na rua. É a política solta da língua comprida. Vai votar em quem? Vai desvotar em ninguém. Sugiro ação. Sair da frente da TV e criar planos de ação. Desenvolva uma idéia pra melhorar a área que você domina e mande pra cá.
Vamos trabalhar e ter idéias para um mundo melhor. Na próxima eleição eu e o @ACUIO estaremos na chapa quente, talvez o @getulioguerra...não sei...quanto papel gasto em santinhos? Quanta celulose derretendo seu cérebro como quem toma uma Seleta por dia...Desregulem os botões desta sociedade e vamos caçar os maçons!
Nada contra, eu já disse compadre @herosms, a maçonaria e a bicicleta estão na moda. Poesia, idem.
Aqui vai uma que fiz com meu compadre @andresakr enquanto esfregávamos um chão de cerejeira.
Mnemonicamente.
Mini
(Karen) Monica
Mente!
E para vocês que querem encontrar uma programação legal e sair do anonimato em Curitiba siga esta dica:
Leão! Não consigo imaginarme desenhando um Leão malvado ainda até porque a Lua em Leão começa em outubro e acabamos de sair de uma lunação em Leão, mas estou no caminho do bem, Huarrrrr! Porque eu desenvolvi uma espécie de sentimento rupestre com este signo. Isso tem explicação. É o óculos do amor, minha gente!

Hoje ainda continuo sagitariando de uma forma mais calma, mas com o limite entre o 100% e o 100 mil wolts. Será que existe uma bomba mesmo pra explodir? Estou tomando litros de água que evaporam logo que a bebida desce na garganta. Isso é o efeito vaporetto na alma. Cuidado com a língua pessoal. Hoje a língua é como o penteado da Medusa.

Por onde anda a Vanusa?

As bandeiras continuam atrapalhando a visão periférica na rua. É a política solta da língua comprida. Vai votar em quem? Vai desvotar em ninguém. Sugiro ação. Sair da frente da TV e criar planos de ação. Desenvolva uma idéia pra melhorar a área que você domina e mande pra cá.
Vamos trabalhar e ter idéias para um mundo melhor. Na próxima eleição eu e o @ACUIO estaremos na chapa quente, talvez o @getulioguerra...não sei...quanto papel gasto em santinhos? Quanta celulose derretendo seu cérebro como quem toma uma Seleta por dia...Desregulem os botões desta sociedade e vamos caçar os maçons!
Nada contra, eu já disse compadre @herosms, a maçonaria e a bicicleta estão na moda. Poesia, idem.
Aqui vai uma que fiz com meu compadre @andresakr enquanto esfregávamos um chão de cerejeira.
Mnemonicamente.
Mini
(Karen) Monica
Mente!
E para vocês que querem encontrar uma programação legal e sair do anonimato em Curitiba siga esta dica:
Sexta-feira, Junho 18
Sexta-feira, Junho 11
Quarta-feira, Junho 9
Quarta-feira, Abril 7
Exposição Quinta dia 08 de abril no James Bar - Curadoria Karen Tortato

ARTE INDEPENDENTE E JAMES SESSION APRESENTA
Women Series exposição individual por Dani Baum
PROJETO ARTE COMPARADA 2010 por Karen Tortato
08 de abril de 2010
Show com O Lendário Chucrobilly Man
DJ: Great
DOUBLE CHOPP até 0h
R$ 8
22h
“Dani Baum contextualiza a estética do universo das Pin-Ups com a simplificação da imagem figurativa, econômica, regida pela força da linha, que conversa no espaço delimitando os quadros e dando um movimento que se norteia pela sensualidade do corpo feminimo.”
Klaus Koti - O Lendário Chucrobilly Man
Mais sobre O Lendário Chucrobilly Man: http://www.myspace.com/chucrobillyman
________________________________________________________
VÁ DE BIKE E PAGUE MEIA!
Lista amiga até às 18h do dia: lista@barjames.com.br
O bar abre de quarta a sábado sempre a partir das 22h
Rua Vicente Machado, 894 Batel Curitiba
Fone: (41) 3222-1426
A exposição fica até 12 de maio de 2010
Terça-feira, Março 23
O LIVRO DE AUTOAJUDA DE KAREN TORTATO
PRÓLOGO
O Livro de autoajuda de Karen Tortato – Prólogo
Pesquisas e milhares de cartas de ouvintes me fizeram escrever este livro e abordar alguns temas inusitados do hemisfério sul do pensamento, o lado direito das emoções, o córtex da alma que provoca dúvidas e todo tipo de paranóia dos tempos modernos, enquanto agem silenciosamente na cabeça dos corações das pessoas. Tempos modernos que transformam o ócio das relações em crime e processos de desencontro. Tempos que o “cerumanu” está em catarse. Apocalipses emocionais, seitas e canastrões abusando de damas indefesas. Mulheres com colapsos nervosos. Filhos, animais de estimação.
Situações limite. Enquanto entramos num novo ano astrológico. Áries ditando como um cavalheiro nossos rumos, pensei que talvez pudesse ajudar algumas pessoas a desatar os nós da alma, pura e simplesmente seguindo a intuição, experiências de vida e o coração. Amar é tão bom!
Gatón recebeu um email da Norma. Ela fez uma pergunta básica:
“- Por que, Dr. Karen, meu marido não me deixa ter um personal traineer na academia que frequento à anos? Eu me cuido tanto e só acho que tenho esse direito, assim como ele tem o direito de ver o jogo do Atletiba quando bem entende. Penso que por ele ser de Escorpião e eu, Peixes, me vejo muitas vezes sem resposta pra esse tipo de conflito conjugal. Me ajude.”
Eu respondo:
Querida Norma. Acho que não tem muito que justificar o fato dos seus signos solares neste tipo de questão. Eu tenho uma sugestão bem simples e ousada. Baseada num caso isolado que me recordo e deu super certo. Faz assim:
Tu pegas uma garrada de Vodka Absolut. Por que esta marca? Porque é status, dá a sensação de poder. É moderna e internacional. Homens adoram status e gostam de poder expressar-se com isso. Whatever. Pode ser uma cerveja importada ou um Whisky Grant’s (que a garrafa é grande).
Deixa a garrafa na pia da cozinha com um bilhete. Neste bilhete você o manda ir ao escritório ou ao quarto, onde tiver um espaço íntimo para ele ficar sozinho por umas 2 horas.
Diz a ele que é uma surpresa, um carinho. Uma motivação. Não se explique, só deixa o bilhete.
Ao chegar lá, enquanto você está na “cadimia”, ele se depara com fotos de modelos sensuais na parede e uma pilha de vídeos eróticos (pode ser de futebol junto). Diz pra ele relaxar, que você já volta…
Se mesmo assim ele não gostar, troque de marido porque você não precisa deste corpão pra esse cara ignorante e troglodita.
Beijos e que Alice esteja com você!
“Dr.” Karen Tortato
e Gatón (secretário)
O Livro de autoajuda de Karen Tortato – Prólogo
Pesquisas e milhares de cartas de ouvintes me fizeram escrever este livro e abordar alguns temas inusitados do hemisfério sul do pensamento, o lado direito das emoções, o córtex da alma que provoca dúvidas e todo tipo de paranóia dos tempos modernos, enquanto agem silenciosamente na cabeça dos corações das pessoas. Tempos modernos que transformam o ócio das relações em crime e processos de desencontro. Tempos que o “cerumanu” está em catarse. Apocalipses emocionais, seitas e canastrões abusando de damas indefesas. Mulheres com colapsos nervosos. Filhos, animais de estimação.
Situações limite. Enquanto entramos num novo ano astrológico. Áries ditando como um cavalheiro nossos rumos, pensei que talvez pudesse ajudar algumas pessoas a desatar os nós da alma, pura e simplesmente seguindo a intuição, experiências de vida e o coração. Amar é tão bom!
Gatón recebeu um email da Norma. Ela fez uma pergunta básica:
“- Por que, Dr. Karen, meu marido não me deixa ter um personal traineer na academia que frequento à anos? Eu me cuido tanto e só acho que tenho esse direito, assim como ele tem o direito de ver o jogo do Atletiba quando bem entende. Penso que por ele ser de Escorpião e eu, Peixes, me vejo muitas vezes sem resposta pra esse tipo de conflito conjugal. Me ajude.”
Eu respondo:
Querida Norma. Acho que não tem muito que justificar o fato dos seus signos solares neste tipo de questão. Eu tenho uma sugestão bem simples e ousada. Baseada num caso isolado que me recordo e deu super certo. Faz assim:
Tu pegas uma garrada de Vodka Absolut. Por que esta marca? Porque é status, dá a sensação de poder. É moderna e internacional. Homens adoram status e gostam de poder expressar-se com isso. Whatever. Pode ser uma cerveja importada ou um Whisky Grant’s (que a garrafa é grande).
Deixa a garrafa na pia da cozinha com um bilhete. Neste bilhete você o manda ir ao escritório ou ao quarto, onde tiver um espaço íntimo para ele ficar sozinho por umas 2 horas.
Diz a ele que é uma surpresa, um carinho. Uma motivação. Não se explique, só deixa o bilhete.
Ao chegar lá, enquanto você está na “cadimia”, ele se depara com fotos de modelos sensuais na parede e uma pilha de vídeos eróticos (pode ser de futebol junto). Diz pra ele relaxar, que você já volta…
Se mesmo assim ele não gostar, troque de marido porque você não precisa deste corpão pra esse cara ignorante e troglodita.
Beijos e que Alice esteja com você!
“Dr.” Karen Tortato
e Gatón (secretário)
Terça-feira, Fevereiro 23
Exposição André Ducci - Curadoria Karen Tortato

Serviço:
Exposição de André Ducci “Esqueletos são simpáticos”.
Curadoria: Karen Tortato
Apoio: Arte Independente e James
Dia 26 de fevereiro, 19:00 no Centro de Criatividade de Curitiba.
Iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba.
Terça-feira, Fevereiro 9
Para Ju
Gata garota
Menina travessa
Goria fortuna
Me deixas assim
Feliz
Menina sardenta
sorriso de li...MEIRA
dentinho de não coelho
Tua alegria me desperta
O zumbi que existia em mim
Adoro te com certeza
vou com você até na Igreja
Rezar e comer quindim
Casar é o futuro
Separar arroz é chato
Melhor comer na rua
Pedir um dogão!
gosto do teu jeito
Alegre e descontraído
Decoro esta letra com rimas lindas
Pra cantar de noite...
Pra vo-xê
e viva o Jorge tamBEN
Menina travessa
Goria fortuna
Me deixas assim
Feliz
Menina sardenta
sorriso de li...MEIRA
dentinho de não coelho
Tua alegria me desperta
O zumbi que existia em mim
Adoro te com certeza
vou com você até na Igreja
Rezar e comer quindim
Casar é o futuro
Separar arroz é chato
Melhor comer na rua
Pedir um dogão!
gosto do teu jeito
Alegre e descontraído
Decoro esta letra com rimas lindas
Pra cantar de noite...
Pra vo-xê
e viva o Jorge tamBEN
Quinta-feira, Novembro 19
Terça-feira, Setembro 22
MURO TOP VIEW COMO SUPORTE PARA 30 ARTISTAS

Música no muro
"Elas sempre quiseram fazer um trabalho em dupla e a oportunidade aconteceu com o convite da View Editores para que a designer e ilustradora Karen Tortato e a designer e artista plástica Daniela Baumguertner se inspirassem na música e soltassem o braço no muro da View Editores. Daniela tem a cena urbana como inspiração há tempos e Karen sempre utilizou a música em seus desenhos. "A gente procurou retratar a música através dos sons da cidade, da efervescência de uma multidão, do agito da metrópole que aparece sob a forma de elementos gráficos. É um burburinho! Uma música contínua que não pára nunca, pois a cidade não dorme", dizem as meninas. Elas fizeram uma colagem digital de imagens com fotos originais de artistas e construíram o desenho. "O bacana de fazer intervenção urbana é a sensação de libertação da sua arte para o povo. Sair do ambiente dos museus e misturar..."
Matéria da Top View
Este mês a Revista fez um lindo encarte de postcards com todos os 30 muros que fizeram parte deste projeto!
Beijos e comprem a Revista!!!
E a cidade esvazia
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Saturnaliando alguns projetos aqui! Como uma "pessoa cidade viva" que curte contar para todos o que acontece na pequena metrópole, este artista é um dos "meus". Divulgar, produzir é uma das minhas obrigações divertidas para estes frutos madurinhos do meu Pinheiral. Confira o trabalho de Caio Marques que também faz parte da banda Bad Folks e baixe as letras aqui: http://www.caiomarques.com
Este projeto do TUC (Teatro Universitário de Curitiba) com o Curitiba Sônica, visa trazer à tona os talentos poucos conhecidos mas de grande visibilidade hoje na cena musical de Curitiba. Para saber mais do projeto: http://www.curitibasonica.com
Ou venha falar comigo! Isto também é Saturnália nas cidade!
Beijos e boa semana com muita música!
Saturnaliando alguns projetos aqui! Como uma "pessoa cidade viva" que curte contar para todos o que acontece na pequena metrópole, este artista é um dos "meus". Divulgar, produzir é uma das minhas obrigações divertidas para estes frutos madurinhos do meu Pinheiral. Confira o trabalho de Caio Marques que também faz parte da banda Bad Folks e baixe as letras aqui: http://www.caiomarques.com
Este projeto do TUC (Teatro Universitário de Curitiba) com o Curitiba Sônica, visa trazer à tona os talentos poucos conhecidos mas de grande visibilidade hoje na cena musical de Curitiba. Para saber mais do projeto: http://www.curitibasonica.com
Ou venha falar comigo! Isto também é Saturnália nas cidade!
Beijos e boa semana com muita música!
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