sexta-feira, julho 11

JASON VOORHEES ENTREVISTA LA CARNE...

Reedição da entrevista Carne x Jason Voohess (a pedido de Tomé)



JASON ENTREVISTA A CARNE E VICE-VERSA.


JASON VOOHESS: facão. tá pouco afiado, prefiro assim, corta melhor....
a carne ainda tá viva?
Cara de Boi diz: tá quase morta
Cara de Boi diz: falta 1 mes pra putrefação....
Cara de Boi diz: porque tava congelada
JASON VOOHESS: diz: um mes pra morte ou pro forno?
Cara de Boi diz: carne de judia....se nao for usada apodrece e morre. Comida Kosher...
JASON VOOHESS: vc curte microondas?
Cara de Boi diz: morte apodrecimento ou infecção de rios pelo sangue, prefiro morte lenta.curto choque elétrico, chicotadas no lombo...
Cara de Boi diz: jason curte o que? matar como?
Cara de Boi diz: jason come a carne depois? é como?
JASON VOOHESS: diz: ah! isso eu tbém curto. viu minha performace no sexta-feira 23?
JASON VOOHESS: diz: jason curte ouvir smiths e ficar deprimido na privada vendo os braços caindo.
JASON VOOHESS: diz: sou vegan, não como carne, vegan ovo lacto....
Cara de Boi diz: jason é vegan????
Cara de Boi diz: ovo leptospitose
Cara de Boi diz: carne apodrece na barriga , mas já é podre antes
JASON VOOHESS: diz: jason gosta de açougueiro.
JASON VOOHESS: diz: açougueiro é sexy
JASON VOOHESS:diz: aquela bota branca ensanguentada
JASON VOOHESS: diz: carne é romântica?
Cara de Boi diz: açougueiros são muitos sexys mas podem errar o alvo e matar o boi morto, acho que Jason é viado.
JASON VOOHESS: diz: romanticuzinha?
Cara de Boi diz: carne é morta
JASON VOOHESS: diz: isso é romantico.
Cara de Boi diz: romantica e pública
Cara de Boi diz: em todos açougues perto da sua casa.
JASON VOOHESS: diz: mas aquela bota branca .....
Cara de Boi diz: jason come ovo, mas ovo tb morreu!!!!
Cara de Boi diz: eu prefiro preta, caracu. cara de cu.
Cara de Boi diz: bota preta de capataz é mais limpa.
JASON VOOHESS: diz: bota branca aumenta o pé, jason curte cortar dedos.
JASON VOOHESS: diz: pezão de açougueiro
Cara de Boi diz: o açougueiro abandonou a carne pendurada no gancho - off the hook
JASON VOOHESS: diz: pendurado horas no gancho
Boi....Off The Hook diz: ja ouviu
Boi....Off The Hook diz: ate secar e virar charque
Boi....Off The Hook diz: charque so com sal pra parecer vivo
JASON VOOHESS: diz: charcada de sangue
Boi....Off The Hook diz: jason consome ovo
Boi....Off The Hook diz: e jason mata por prazer?
JASON VOOHESS: diz: ovo de codorna
Boi....Off The Hook diz: jason sifiliz?
Boi....Off The Hook diz: jason prefere codornas à o que? BOI?
JASON VOOHESS: diz: jason mata pq a máscara n deixa ver nada
Boi....Off The Hook diz:
jason tira a mascara e vira uma japonesa linda?
JASON VOOHESS: diz: boi é muito grande, o ovo dele deve pesar muito
Boi....Off The Hook diz:
ovo não bota BOI
Boi....Off The Hook diz: Jason mata a cuteladas
JASON VOOHESS: diz: jason não consegue tirar a máscara pq tá segurando faca
Boi....Off The Hook diz: Jason prefere asiáticas sem máscara ou loiras Barbies from Malibu?
JASON VOOHESS: diz: mas a bota do ovo é cheque!
Boi....Off The Hook diz: Jason devia esmigalhar homens além de bois
Boi....Off The Hook diz: Jason e Cheques Encharcados de Sangue
Boi....Off The Hook diz: Paga com Sangue
JASON VOOHESS: diz: pra matar qualquer uma. jason gosta de gente gritando. acho que as asiáticas são mais agudas. alta frequência
Boi....Off The Hook diz: asiáticas gritam fininho e irritam Jason
Boi....Off The Hook diz: Barbies são ocas
JASON VOOHESS: diz: carne moída de salsicha inchada?
Boi....Off The Hook diz: preferem Açougueiros Burros
Boi....Off The Hook diz: Me dá Gases em Boi
JASON VOOHESS: diz: boi dá gases?
JASON VOOHESS: diz: vc já pensou em pedir emprego pra petrobrás?
Boi....Off The Hook diz: por que?
Boi....Off The Hook diz: pra queimar no mar?
JASON VOOHESS: diz: nunca niguém peidou em mim
Boi....Off The Hook diz: nem em mim
Boi....Off The Hook diz: só meu gatos
Boi....Off The Hook diz: mata eles com faca?
JASON VOOHESS: diz: seria algo novo eu enfiando faca e a pessoa peidando
Boi....Off The Hook diz: Animais devem ser consumidos em Natura ?
Boi....Off The Hook diz: pedindo, implorando e se cagando de rir!!!!
JASON VOOHESS: diz: rir é algo natural, cagar tbém. peidar tbém. matar tbém.
Boi....Off The Hook diz: matar, morrer, apodrecer, pedir cutelos é como pedir desculpas?
Boi....Off The Hook diz: navalha na carne
Boi....Off The Hook diz: Jason Navalhadase carne cortada.
JASON VOOHESS: diz: na velha da carne
Boi....Off The Hook diz: na velha carne
JASON VOOHESS: diz: vc tem cicatriz?
Boi....Off The Hook diz: sim
diz:
o gato tá queimado? que cheiro tem gato queimado?
JASON VOOHESS: diz: onde é a cicatriz? na alcatra ou na picanha?
Boi....Off The Hook diz: ele é um Ferdinando aquele BOI romantico
Boi....Off The Hook diz: no pernil
Boi....Off The Hook diz: cicatriz na altura do pernil do Boi que é Porco, viva Freud, Jason and Youko, mas nao a Ono
JASON VOOHESS: diz: mas vc é um porco ou um boi?
Boi....Off The Hook diz: a Ono é crush
Boi....Off The Hook diz: um filet!
Boi....Off The Hook diz: e vc Jason Fly?
Boi....Off The Hook diz: Uma borboleta assassina?
JASON VOOHESS: diz: fazem 25 anos que o lennon morreu
JASON VOOHESS: diz:jason não sonsegue nem mais filme b
Boi....Off The Hook diz: carne vai assar tb
JASON VOOHESS: diz: jason queria trabalhar na novela marisol, mas tinha muita celulite e não conseguiu
Boi....Off The Hook diz:celulite na cara.....

Capas novas de disco manufaturadas


by eu



by Hanna

quarta-feira, julho 9

Não se pode ir longe na amizade sem se estar disposto a perdoar os pequenos defeitos um ao outro.
Jean de La Bruyère

Frases para o dia



"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."

"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."

"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas."

"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."

"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."

Friedrich Nietzsche

Leia mais aqui.

Foto do dia:

terça-feira, julho 8

A Perda e a Vida

O abandono criativo acontece de tempos em tempos para rebobinar o papel de parede antes de colar novamente, muitas vezes a cola sai sozinha com o tempo de uso. Um dia dia sem laços um dia sem vontade.
A vontade de ver as coisas pelo prisma alheio. Decerto quando escrevia sobre cinema pensava dias e noites em filmes do Truffalt. Mas não era bem assim, a provocação estava sempre sentada ao seu lado.

As amizades mexem com as pessoas, mudam a rota de colisão do caminhão velho fadado ao abandono e emprestam ao Carro Novo de giglê uma moda nova. Vintage ou retrô, qual é a diferença. Não existe moda pra mim.

Me percebi lembrando de fatos e fotos de uma época cheia de músicas e andanças pela rua, de cafés lotados, de poesia, de leituras. Uma época cara, rara. Peguei um romance para ler de um escritor curitibano e vi uma foto de uma fotógrafa underground backstage num blog e aprendi a usar o "dente azul". Ela me diz que sou moderna.

E o ovo azul, a pulga azul, a maldita pulga (referência anos 80 Tita).

Hoje descolo algumas camadas de lorota do meu " célebro" de papel de parede meio gasto, meio caro e meio raro.
Bem-vinda a anunciação de uma nova trip de emoções. Lembranças que venham, só as boas. Enterro o passado negro e me misturo mais feliz ao povo na rua e descubro um pano de prato limpo e o que vejo?

Bolo de fubá com café na mesa posta da sala de estar no canto do casario antigo. Velhas fotos roídas e aquele sorriso velho e murchinho ao meu lado.

Cheiro de leite fervido, chaleira apitando, lembranças de criança, de vestidos de xadrez e de fios amarrados nas portas, dentes a menos.

Minha avó, meu gato, meu passado.

Meus filhos poderão entender o chamado da "Perda"...

Perdi um amigo pro mundo e ganhei um novo hoje, só que o novo é velho, sempre estará lá e verá os tampos dos olhos descobrindo novas náuseas. Eu estarei por perto.

Bom envelhecer e brincar de ser grande e bom aprender a ler lábios e depois andar mais longe.


Beijos
Carne de Soja

Para minha vó amada e para minha amiga Tita

PET SOUNDS (REEDIÇÃO DA MATÉRIA QUE MAIS GOSTEI DE ESCREVER NA VIDA)



PET SOUNDS - BEACH BOYS

Brian Wilson. Um homem solitário e com graves problemas de auto-afirmação, com uma criação severa por parte de seu pai que via no menino a promessa de um gênio. Surdo de um ouvido, baixista e pianista. Assim como Beethoven, foi criado para ser uma lenda viva musical. E isto era só um dos motivos que faziam os Beach Boys serem talvez a maior concorrente banda dos Beatles.

Principalmente em 1966, quando os lados da Costa Oeste dos subúrbios de Los Angeles (Califórnia) ardiam, havia gente disposta a também (como em muitos outros exemplos de bandas superpoderosas) lançar um disco lendário, um disco raro e inesquecível. Um sonho muito mais de Brian, que se lançaria sozinho numa aventura neurótica e com uma outra banda, separando-se dos irmãos Carl e Dennis, do primo Mile Love e do amigo de colégio Al Jardine para um projeto mais audacioso. Neste mesmo ano, o grande Revolver foi lançado pelos Beatles. Do lado americano do rock, em contrapartida, os Beach Boys largavam as fórmulas ingênuas para cada vez mais potencializar as agulhas das bolachas que iam produzindo para o mercado com letras sérias e som mais profissa.

A mídia estava enganada quando pensava em travar rivalidades entre Beatles e Rollings Stones. O perigo estava lá, nas areias praianas da Califórnia. E Brian, na sua poética, acabou dando o sangue e sua sanidade pela banda, que estava mais interessada em um sucesso meteórico. Do single “Surfin’” (lançado em 1961 e que teve uma repercussão bastante inexpressiva na mídia) até “Good Vibrations”, a evolução é proporcional ao espaço que separa “Love Me Do” de “Eleanor Rigby”.

Assim como Beethoven se trancafiava numa igreja ou numa sala escura e ficava horas sozinho, com o ouvido grudado no corpo do piano, Brian decidiu romper as tais fórmulas pré-estabelecidas do sucesso rápido. Trancafiou-se no estúdio, colocando um substituto para fazer shows ao vivo, e foi criar em paz na sua plenitude e solidão criativa. Um de seus primeiros colapsos nervosos que deram supercerto.

Nessa sua peregrinação musical solitária, ele estava decidido a fazer algo tão simples e tão profundo quanto a sua maior referência musical daquele ano de 1965, Rubber Soul, dos Beatles – um álbum homogêneo, sem sucessos descartáveis, porém de complexidade musical fora do comum e inesquecível. Então, alguns meses depois, nasceu o grande e quem sabe o melhor disco dos Beach Boys, Pet Sounds, considerado o melhor álbum do rock dos anos 60 através das palavras do produtor George Martin (o maestro, arranjador e produtor dos Beatles afirmava que sem Pet Sounds não existiria Sgt. Pepper´s...) e eleito pelos jornalistas do semanário inglês New Musical Express o melhor álbum pop de todos os tempos.

Teclados convencionais combinados com guitarras melódicas, exóticos toques de orquestração, sinos, buzinas, órgãos, flautas, theremin, cravos e guitarras havaianas criavam um clipe de sofisticação cinematográfica em cada faixa do disco. Os vocais eram menos estridentes.

Pet Sounds não passou do décimo lugar nas paradas americanas, sendo denotado como um fracasso de vendas pela gravadora Capitol. Contudo, ficou para a história como um disco perfeito, a obra-prima com a qual sonhava Wilson. Dele vieram a construção de novos modismos, o uso de efeitos, a fusão do rock com a surf music e algo psicodélico, típico dos dos anos 60. Enfim, basta ouvir faixas ícones do disco, tais como “Wouldn’t It Be Nice”, “Sloop John B”, “God Only Knows”, “Caroline, No” e “Good Vibrations” – um dos maiores hits de todos os tempos, não incluído no álbum e lançado apenas em compacto.

Brian Wilson, considerado esquizofrênico, fez mágica com as próprias mãos. Como nas elaboradas linhas de metais e cordas de “I’m Waiting For The Day” ou a instrumental “Let’s Go Away For A While” (que Brian declarou, em 1967, ter sido a “mais bela peça musical que ele já compusera"); todas elas muito bem amarradas, movimentadas por melodias ora suaves ora fortes, porém sempre perfeitamente acabadas. Natural, portanto, que a maioria das letras de Pet Sounds falasse de amor: o idealizado, em “Wouldn’t It Be Nice”, o pleno em “Don’t Talk (Put Your Head On My Shoulder)”, o melancólico em “I’m Waiting For The Day”...

Mas coisas não estavam boas. O relativo insucesso de Pet Sounds preocupava os executivos da Capitol e os outros integrantes. Havia um medo generalizado de que o novo disco, intitulado Dumb Angel também não decolasse comercialmente no início. E para Wilson o fracasso de Pet Sounds pareceu ter sido um choque desesperadamente, em 1967, os Beach Boys voltariam ao estúdio para gravar este novo álbum, que não seria lançado.

A busca incansável e doentia por fórmulas, efeitos e inspirações que consumiram meses de trabalho, o esgotamento físico e mental dos integrantes da banda, exigências, problemas familiares como as exigências do pai, a pressão da gravadora e muitas desconfianças foram se acumulando durante as sessões de gravação. O disco – depois batizado Smile – acabou nunca saindo oficialmente [há apenbas versões em bootlegs].

Brian tornou-se recluso. Sgt Pepper´s..., dos Beatles, saiu do forno em 1967 como a grande novidade para público e mercado. E Pet Sounds ficou como registro para as gerações futuras como um disco de verdade.
Karen Tortato

Ficha Técnica

Título: Pet Sounds
Artista: Beach Boys
Data de lançamento: 16 de maio de 1966
Gravadora: Capitol/EMI
Produção e arranjos: Brian Wilson
Faixas: “Wouldn’t It Be Nice”, “You Still Believe In Me”, “That’s Not Me”, “Don’t Talk (Put Your Head On My Shoulder)”, “I’m Waiting For The Day”, “Let’s Go Away For A While”, “Sloop John B”, “God Only Knows”, “I Know There’s An Answer”, “Here Today”, “I Just Wasn’t Made For These Times”, “Pet Sounds”, “Caroline, No” e “Hang On To Your Ego” (bônus incluído em algumas edições)
Curiosidades: O single de maior sucesso do Beach Boys, “Good Vibrations”, foi produzido durante as sessões de gravação de Pet Sounds. Contudo, Brian excluiu a música do LP para lançá-la apenas em compacto, em outubro do mesmo ano. A justificativa: ele não queria mascarar a força da composição ao misturá-la com as outras faixas do álbum.
Reedições: Pet Sounds (1990, com outtakes), Pet Sounds Rehearsals (1992, com bônus tracks extraídas de ensaios e versões demo); Pet Sounds Sessions (1997, box set de quatro discos, com 90 faixas – muitas raridades, como mixagens temporárias, takes alternativos, temas instrumentais e a faixa “Trombone Dixie”); Pet Sounds [Mono + Stereo] (1999, as treze faixas originais em mono, mais “Hang On To Your Ego” e as treze primeiras faixas em versão estéreo); Pet Sounds Live (2002, registro ao vivo da primeira turnê solo de Brian Wilson pela Europa, na qual ele recria integralmente no palco as treze faixas originais); e Pet Sounds DVD Audio Bonus Tracks (2003, com seis bônus – duas versões alternativas de “Wouldn’t It Be Nice”, duas de “God Only Knows”, uma de “I Just Wasn’t Made For These Times” e a inclusão de “Summer Means New Love”, faixa originalmente lançada em 1965, no álbum Summer Days (And Summer Nights!!)


Publicado pelo antigo O Bule e pelo site Bacana


obrigada, Marcelo pelo disco!

FORMATURA



Formatura da Ana
Meu sapato no forno depois de horas de dança de salão.

Estou ensaiando o retorno da noveleira musical em pecados de comer strogonoff. Escutar Roberto Carlos e pensar que dancei vanerão polka Tango com meus amigos no dia dos finalmentes com o pessoal formando da Administração e valsa radiola rebolando chachado. Seu Renê que me perdoe o excesso de colesterol, mas viver intensamente não tem preço (tempero da vida é colocar canela na carne moída!

Abraços

quarta-feira, junho 18

GATO PODE SER TUDO NA VIDA



melhor imagem do dia
ganhei da tita.

GATO PODE SER TUDO NA VIDA
CHAPEU
FILHO
ALMOFADA
PODE SER UM GATO
SOMENTE UM GATO

tirem tudo de mim, menos meu amor pelos gatos!

quarta-feira, junho 11

Para Beecat e Tita

L'amitié

by Françoise Hardy

Beaucoup de mes amis sont venus des nuages
Avec soleil et pluie comme simples bagages
Ils ont fait la saison des amitiés sincères
La plus belle saison des quatre de la Terre

Ils ont cette douceur des plus beaux paysages
Et la fidélité des oiseaux de passage
Dans leurs cœurs est gravée une infinie tendresse
Mais parfois dans leurs yeux se glisse la tristesse
Alors, ils viennent se chauffer chez moi
Et toi aussi, tu viendras

Tu pourras repartir au fin fond des nuages
Et de nouveau sourire à bien d'autres visages
Donner autour de toi un peu de ta tendresse
Lorsqu'un autre voudra te cacher sa tristesse

Comme l'on ne sait pas ce que la vie nous donne
Il se peut qu'à mon tour je ne sois plus personne
S'il me reste un ami qui vraiment me comprenne
J'oublierai à la fois mes larmes et mes peines
Alors, peut-être je viendrai chez toi
Chauffer mon cœur à ton bois

tradução

Muitos de meus amigos vieram das nuvens,
Com o sol e a chuva como bagagem.
Fizeram a estação da amizade sincera,
A mais bela das quatro estações da terra.

Têm a doçura das mais belas paisagens,
E a fidelidade dos pássaros migradores.
E em seu coração está gravada uma ternura infinita,
Mas, as vezes, uma tristeza aparece em seus olhos.

Então, vêm se aquecer comigo,
e você também virá.

Poderá retornar às nuvens,
E sorrir de novo a outros rostos,
Distribuir à sua volta um pouco da sua ternura,
Quando alguem quiser esconder sua tristeza.

Como não sabemos o que a vida nos dá,
Talvez eu não seja mais ninguém.
Se me resta um amigo que realmente me compreenda,
Me esquecerei das lágrimas e penas.

Então, talvez eu vá até você aquecer
Meu coração com sua chama.

sexta-feira, maio 30

RATAZANA E O GAMBÁ



Era uma Ratazana ruiva que morava nos esgotos a muito tempo e queria se rebelar contra a imposição de seus semelhantes em permanecerem no esgoto sem o direito de compartilhar as delícias de uma vida moderna humana.

Passava dias tentando achar uma saída que desse para alguma casa e encontrar um refúgio seguro onde pudesse usufruir os benefícios e vantagens de uma vida normal às custas de alguém ou alguns que não se importassem em deixa-la viver assim a esmo.

Passou dias procurando até que encontrou uma rua calma e escutou uma conversa normal vinda de uma casa de família:

- Alô, ta me ouvindo? Eu queria pedir uma canja!

Era uma velhota de aparência polonesa fazendo um pedido pelo telefone para algum delivery com um sotaque acentuado e bastante engraçado.

A ratazana deu risada e entrou na casa, ficou observando calmamente.

+++++

Era um biólogo de meia idade que cultivava uma adoração estranha por animais nojentos: ratos, baratas, gambás e mosquitos da Dengue. Ele colecionava aranhas em potes de maionese Hellman´s, guardava asas de mosquito de verão em uma sacola e de vez em quando cozinhava sem se importar se algum rato aparecesse na cozinha.

As crianças eram duas, dois filhos endiabrados. Duas crianças sem mãe que eram educadas por ele e pela velha polaca, sua sogra meio avariada já das faculdades mentais.

Quando viram aquele animal escuro de olhos ruivos no canto da sala correram chamar o pai..

Hehehehehehehe (as crianças guinchavam como ratos)

- Uma ratazana
- Peguem a Ratazana crianças, arranquem a cabeça dela!
- Ratazana, rataza, arrancar a cabeça dela , hehehehe (barulho de guincho de gambá)

Peguem a velha polaca e tranquem no quarto com a ratazana!

A ratazana saiu correndo apavorada pela sala escura e fedida e se embrenhou nos cabelos cortados e atirados do canto do banheirinho dos fundos.
- Crianças, façam a ratazana ficar aqui. Ela é enorme, ocupa bastante espaço.

Ela gostava de se alimentar preferenciamente de ovos, podiam ser cascas ou ovos moles, ovos eram sua dieta, sua idéia de dieta humana melhorada.
Falava o pai biólogo:
- Típica roedora de ovos.
As crianças voltavam da escola e arrancavam a cabeça da ratazana, mas era de mentira, era só a intenção de degolar sem degolar.

++++++++++++++++
Meia noite passada da hora de dormir e continuava se revirando na cama. Saiu sem delongas para o jardim fumar o último cigarro que apagou sozinho por causa da tempestade de granito que estava chegando. Lá fora o canto dos passarinhos se confundia com o guincho dos gambás procriando no telhado. Era uma senhora de meia-idade perturbarda e avariada das faculdades mentais.
Era seu cunhado que trazia caixas de sapatos lacradas cheias de ratos secos recém catados do forro.

Seu cunhado era um rapaz de nome Vieira ou Parreira. Talvez fosse por causa das uvas verdes no muro sempre bem cuidadas e adoradas pelos sabiás e curiós.
A ratazana passou dias sem aparecer.

A chuva fazia as telhas quentes do sol de abril se quebrarem, se abrirem, a fuligem do telhado aberto caia no chão.
A Neusa esfregava o chão toda quarta-feira naquela casa de madeira, mas o chão era posse e domínio dos animais pequenos ou grandes que ali já estavam a muitos anos.
Seu Vieira era técnico em desratização da empresa em questão. Sabia que era frustante não poder cumprir seu serviço. Sabia que toda aquela gordura não combinava com o ato Ghostbursters de subir em telhados altos de casas enormes para jogar iscas.
As iscas eram fabulosas. Atacavam direto na corrente sanguínea dos ratos e os secavam sem deixar vestígio, eles comiam os pequenos quadradinhos verdes e rosas e iam beber água da chuva e iam morrendo lentamente ou na grama, ás vezes dentro das calhas, isso não era muito bom porque obstruía a passagem de água e não deixava vestígios de.

Contaminação por raticidas.
Raticidas são a maneiras mais segura de matar ratos. Gambás não morrem de forma simples, fedem ao sentir medo e raiva. Todos sabemos que o gambá não é aquele bichinho bonito do personagem da Warner. É um ratão gigante e feio que guincha alto e faz malabarismo de subir por galhos e tem ira dentro de si. Procuram lugares fechados e quentes pra procriação.

Me lembra os passarinhos do ninho que tinha no meu forro. O sabiá recém tinha botado os ovos quando ouvi o barulho da eclosão. Os passarinhos nasceram fortes e gritavam por comida. Seus pais Sabiás iam atrás de mosquitos e minhocas. Era tarde demais e chovia muito. A ponta de encharcar o tapete da porta e cair uma grande quantidade de fuligem no chão encerado.
As aranhas eram imensas e metidas, entravam pelas frestas. Gastei muito rodasol, elas dominam tudo.

Naquela noite os passarinhos cessaram o canto. Foram os Gambás que os comeram.

- Crianças, cadê a Ratazana, ela é enorme e ocupa muito espaço.
- Típica roedora de ovos...

+++++++
Dia 23 véspera de Natal os nervos estão tensos. Altas descargas de eletricidade neural nas pessoas enlouquecidas, foi quando o Delegado Ramos resolveu que já era hora de sair da polícia.

- Vou largar. Vou sair da polícia.
- como assim – responde sua mulher.

- Cansei de ensinar bons modos pra bandido filha da puta.
Seu assistente, o Coxinha, não acreditou no que ouvia aquela dia na chefatura enquanto lia o Lobo Solitário. Gostava ele de comer ovos toda manhã, mexidos.
-Coxinha, eu vou sair da polícia!
- Não pode, Doto.
- Vou criar coisas vivas, estou estudando biologia, queria contribuir com o meio ambiente e me tornar uma pessoa melhor, sem vícios de ficar tardes inteiras ouvindo rádio-patrulha apintando.
As crianças concluindo o primeiro ano me mudo pra outro lugar.

Enquanto a ratazana lutava por seu espaço, os gambás continuavam a dominar o planeta. Cresceram de forma “inequacom”. Cresceram e domiram tudo. As plantações eram de alecrim e salsinha agrupadas num vaso apertado secram no sol. A velha polaca não parava de consertar a mangueira e passava as tardes eclodindo ovos de passarinhos.
Ela era o verdadeiro gambá velha.
A gambá que continuava negando sua origem e desencadeando iras e vinhas.
Pelo menos o casal que morava na casa parou de brigar naquela tarde fria, naquela manhã ensolada, naquela folia de carnaval a Ratazana ali parada esperando as crianças voltarem da escola.
-Crianças, arranquem a cabeça da Ratazana!
- Hehehehehe – Ratazana, arrancar a cabeça da Ratazana.
- ela gosta, é gigante e ocupa bastante espaço.

Fim da primeira parte.

conto de Carne Morta

MEU DISCO PÓPRIO!


seguindo a linha: eu nao tenho personalidade, vamos copiar posts. roubei o post dela.

brincadeira de internerd. chama MEU PRIMEIRO DISCO.

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

opcional: salvar a imagem e colocar nome da banda e título com photoshop.

Veja Fer e amigo da Fer!

quarta-feira, abril 23

o te maquillas o opera su cara!




frase do banheiro do Kitinete.

LA CHANSON TRISTE




Chanson
Juste pour toi
Chanson un peu triste,
Je crois.
Trois temps,
De mots froissés
Quelques notes,
Et tout mes regrets
Tout mes regrets de nous deux
Sont au bout de mes doigts
Comme un do ré mi fa
Sol la si do
C'est une chanson
D'amour fané
Comme celle que tu fredonnais

Trois fois
Rien de nos vies
Trois fois rien comme cette mélodie
Ce qu'il reste de nous deux
Est au creux de ma voix
Comme un do ré mi fa
Sol la si do
C'est une chanson

C'est une chanson
Au souvenirs
Pour ne pas s'oublier sans rien dire
S'oublier sans rien dire


Depois que voltei a estudar alemão pra valer (pretendo ser professora um dia e ir morar na alemanha e comer Wurst mit kartoffeln und Apfel Saft alles tag, estou emocionada com Carla Bruni de novo.

Lembra quando eu morava no "Castelo de Caras" com meus amigos uns dois anos atrás e escutávamos Françoise Hardy e traduzíamos Carla Bruni para o português, o manto árabe da Alice ainda está comigo, e volto a postar um pouco por dia, embaralhando os pensamentos e divagando sobre o futuro!

Feliz 34.

sexta-feira, março 7

Welcome Baby Ly

Querida Pequena Ana
Ly, meu bilely, meu bibelô
A pequena menina que brincaa com bonecas
Que chorava e dormia um pouco
Tinha a beleza das Tapuias
E a convicção e a certeza
que ia ser Grande
Que ia crescer
Que então a ana virou Mana
e pra mim depois da Ana, mais nada a Ly

Analy,

Minha pequena doce meiga ana
Que faz biquinho quando ri
que conta segredos ao pé do ouvido
E na sua natureza doce Ly
Uma guerreira Bachô Aqui
e ficou eternamente pra sempre
Dentro de mim
Quando pensei no utero de Analy
Ontem a noite
Dormi

Dormi bem e relaxei das amarguras da vida
Que o bebê Ly vem aí
Vem me trazer amparo e afago e brincar
com pudim
Gelatina
Bolhas , bibbles,
Fazer uma música linda assim,
um baby lounge disco pra Baby Ly
My Dear, my Darling, my Mimi
Meu amor, minha querida
Você e o baby de Ly


Te amo em dose dupla
Não posso pensar em ti que choro sem parar
Analy

quarta-feira, fevereiro 27

2008



foto by: fotolog.net/epinha


2008 não é um cataclisma passageiro. As coisas estão mudando. Já não vemos mais tantos filmes franceses como víamos antes. A Era François Truffaut não acabou só se transmutou em vida real e todo o ópio e o láudano tomaram novos aromas pestilentos de ruas intranquilas, de souvenirs menos simples. Tio Vegas não o vi mais. Nem a Família Alcântara e tampouco viajei para outra colina moura. Porém, contudo, todavia e entretanto a verve é a mesma e o pulso criativo, agora revigorado e se reprojetando neste mundo novo de I Pods e pessoas andando com fones de ouvido nas ruas mudou. Sim, eu tenho um cachorro vira-latas. Sim, (eu sou um molusco Prada) eu ainda amo os gatos e desfilo roupas que não fazem sentido. Ainda estou convivendo com toda sorte de criativos ululantes como sempre, desenhando, canatando e bebendo nas taças de uma vida que quase pensa em projetar outras formas de criaçnao. Mas este blá não poderia acontecer sem um patrocinador de fungos.
Um rato grande, um gambá, em breve mais histórias de vida, mais candies, mais novela!
E viva a vida PB, iPod...

MOMENTOS "EDIOURO"

MOMENTOS "EDIOURO"
REEDIÇÃO DOS MELHORES MOMENTOS DESDE 2002.

Mexendo em arquivos dos meus blogs anteriores, o Karen Carpenter e o Oba! Carninha que fizeram sucesso de público e crítica no início do século, achei algumas coisas que realmente fazem sentido em qualquer época da vida. O entusiasmo está presente em vários comentários recheados de falso-sarcasmo-lacônico e prolixos usos da palavra escrita para dissecar uma vida cheia de som e fúria até os dias hoje.
Parte do que escrevi nesta vida banana está nesta reedição para colecionadores e ex-leitores e curiosos.
Prometo atualizar o Morra, o Oba e a anoréxica Carpenter não para mexer nas feridas do passado, mas sim, porque estou entrando no meu jubileu sagrado de 34 anos recém completos e como eu repito, enxarcados de som, fúria, rock e glamour glam da vida...banana.

Enjoy Noi

2002, um outubro qualquer:
"Abilola, abilola...sempre escuto isto quando começo a digitar rápido, frases do honolável Gafanhoto escritor aqui do lado.
Tem um monte de gente humana no mundo que nasceu com o dom de suportar todas as dores e calores que o universo lança. Outras, seguem a maré, outras desistem na primeira dificuldade e algumas mudam de idéia para preservar suas crenças, sonhos e outras ainda, preferem batalhar para criar suas próprias crias, seus próprios feitos e conquistar vitórias muito mais pessoais que, pouco se lascando com o que os outros pensam ou acham.
Horas passam e nos perguntamos como um sistema pode nos endoidar e fazermos pensar que não valemos nada e assim, sendo alguns seres, como eu, mais emocionais que racionais, sofrem o dobro pois sofrem po mais tempo e por coisa pouca. Errada? Talvez, mas dentro da personalidade acuada também existe motores propulsores de idéias e vontade. Existe ânimo para mudar, ver e ser visto. Mas como ultrapassar a barreira forte daqueles que acreditam que quanto mais para baixo você descer, que quanto mais você puder aguentar o fogo crîtico do inferno competitivo do Mundo Real, mais seremos capazes de superar defeitos e falhas que até então você acredita não os ter. Quem está se enganando, quem está enganando quem? Quem está certo? Tem vez que o que mais parece certo não faz o mínimo sentido para uns e para outros e cego o caminho e ão ousem dispersar.
Gostaria de poder mostrar quem sou, o que acredito e provar que tenho ambição, talento, bom senso, educação, sensatez, bom gosto e responsabilidade. Mas a que preço? De aguentar tanta tortura psicológica? Acabamos assim, os emocionais, travando na hora H. Aquela hora que podemos mostrar o que somos e tudo dá errado. Pois estamos impregnados pelo derrotismo que depositam na nossa trajetória. quem me dera encontar paz. Mas isto é busca também. Parcimônica é o caminho!"
Karen Carpenter no auge da sua vivência em São Paulo, Capital, 2002

segunda-feira, setembro 17

NOUVELLE VAGUE

Hoje no Era Só Invasão sueca com a banda Nouvelle Vague!

Musica digital e arte nos muros


muro criado por mim e daniela baumguertner para a Editora Top View. Neste setembro nas bancas.

Justice, Klaxon e Crystal Castles são a nova trinca de coisas pra ser ouvir andando na rua ou ficando parado no meio-fio. Voltei a escrever depois de uma overdose de açafrão neste feriado. Meu cabelo voltou a ser magro. Continuo produzindo as vezes com uma relativa calma disfarçada de preguiça curitibana. Faz aos poucos mas não pára de realizar é a meta pro novo milênio. Estudos, tensões no tendão e derrpente em todas as muralhas da cidade lê-se: Carne é Crime.

TRABALHO DE CURADORIA

Vou postar de trás pra frente algumas exposições que organizo no James. Chamo o artista, convidamos uma banda do gosto dele e tudo vira arte contemporânea.
Abaixo o pré-cartaz da próxima exposição da artista Ana Bellenzier.